Escrevi. Apaguei. Escrevi. Apaguei. Odeio sentir-me assim, com um turbilhão de vontades e palavras na cabeça e ter de estar para aqui a medir as frases com fita métrica. Quero lá saber. Vou directo à questão: Hoje uma colega minha fez-me sentir aquilo que eu odeio sentir por alguém – nojinho. Chamo esse sentimento de “nojinho” porque não conheço nenhum outro que se possa apresentar como seu sinónimo. No meu “nojinho” existe um misto de vontade de dar um pontapé em alguém, não acreditar no que me está a acontecer, achar que estão a gozar comigo, sentir-me desprezado, indesejado e sei lá mais o quê. É nojinho e pronto!E olhem que já estou a ser simpático ao utilizar um diminutivo.
O que me revolta nesta história é que a minha preocupação era por um todo, um grupo, uma vontade enorme de que as coisas corressem pelo melhor…
Mas não…
Com toda a sinceridade, senti que a outra parte me estava a dizer disfarçadamente “estou-me a cagar para isso! não me chateies!”. Antes tivesse dito! Eu teria preferido assim! Pelo menos teríamos logo ficado esclarecidos.
Mas não. São doutoras! São colegas minhas, professoras, mas de outra classe! Nós, os subalternos do 1º ciclo somos os palhaços e se tiver de haver culpa de alguma parte, seremos nós, os professores do 1º ciclo, os eternos responsáveis (pelo menos na boca das srºas doutoras!).
Calhou-me isto na rifa: uma “doutora” que me liga para perguntar como se liga um computador e se mete a chorar do outro lado da linha e uma outra “doutora” que só faltou escorraçar-me da sua frente.
E que culpa tenho eu, que só quero trabalhar e fazer o meu melhor?
Nisso elas têm razão: Palhaço! É isso que eu sou!


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Caro amigo e colega DOUTOR:
ele há professores e PROFESSORES.
Não querem ou não sabem fazer. Azar o delas. Fazemos nós.
Já levaram os recados. Para a semana terás o material. Se não houver nada do 2º e 3º ciclos, temos pena. As outras, as doutoras a sério hão-de pedir-lhes contas. E cá estou eu para as cobrar.
No Natal teremos JORNAL. Tão certo como os cigarros que fumámos e fumaremos juntos.
Beijinhos Manel.
Eugénia
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