Tínhamos estado os dois a rir. Ela de mãos nos bolsos, escondidas do frio, e eu muito concentrado nos miúdos que brincavam no recreio. Trocámos as mesmas palavras de sempre, afectuosas, no tom sarcástico e brincalhão de sempre.
Tocou a campainha e voltámos para dentro.
Foi ai que a sua vida mudou.
Em segundos.
Pela porta da escola entraram notícias cruéis. Mais frias do que o frio que ela sentia nas mãos.
Um frio que agora a marcará para sempre, mesmo que se cubra de roupas quentes…
Vida esta, a nossa. Ingrata. Cruel. Incerta. Aleatória.
D.I. aqui lhe deixo um beijo e um abraço. Um abraço quente, reconfortante, que a ajude a acalmar o frio.


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