Estou deveras preocupado com o D. José Policarpo. Eu já desconfiava que o homem se metia nos copos, mas depois dele ter dito, para quem quis ouvir, que casar com um muçulmano "é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam", então não restam mais dúvidas. O homem está decididamente entregue à vinhaça (a que ele, disfarçadamente, dá o nome de sangue de Cristo).
O que o velhote não sabe (depois dele ter dito o que disse, eu também posso dizer e chamar-lhe o que eu quiser, ou não?) é que não há casamento mais bonito que o muçulmano… E porque estamos em altura de festivais e feiras para noivos, e porque pode alguma mocinha em idade casadoira estar interessada, aqui fica um manual completo dos casamentos muçulmanos:
O casamento: Entre muçulmanos, é a família do noivo que procura uma noiva que considere adequada ao noivo. Ou seja, na prática, qualquer rapariga tresmalhada serve.
Um casamento muçulmano é uma espécie de contrato entre o homem e a mulher e o seu guardião. Este contrato implica o pagamento de um valor, valor esse acordado pelas duas partes e pago pelo noivo na altura em que o contrato é feito. O BPI e o banco da Bárbara Guimarães dispõe, já há alguns anos, de uma conta poupança-casamento-muçulmano, para aqueles que estejam interessados.
A oferta do casamento é feita pelo pai da noiva, ou pelo seu guardião. Segue-se uma aceitação feita pelo noivo, na presença de duas testemunhas muçulmanas. A noiva tem direito a receber a quantia referente ao contrato e fazer dela o que bem entender. Normalmente as jovens gostam de receber propostas de casamento por altura dos saldos, vá-se lá saber porquê…
Convidados: Num casamento muçulmano podem comparecer convidados de todas as religiões (toma toma Policarpo!). Embora os convidados devam ter em conta que não devem usar trajes decotados, ou reveladores do corpo. Nada de mamocas ao léu, portanto.
A cerimónia – (Manjha): A cerimónia do casamento implica que a noiva seja previamente envolvida numa massagem feita com uma pasta à base de açafrão, providenciada pela família do noivo. Como estamos em recessão e há que poupar, poderão optar por substituir o açafrão por pimentão-doce ou massa de vinha de alhos, à venda em qualquer bom hipermercado.
A chegada do noivo e dos convidados: A chegada do noivo ao local da cerimónia, é acompanhada por tambores e pelo som de mais alguns instrumentos musicais tradicionais. Nada de gaita de beiços ou xilofones. Na sua chegada, o noivo e o irmão da noiva trocam um copo de sherbet (uma espécie de ginjinha muçulmana) e de dinheiro (ou três cheques pré-datados como na La Redoute). As irmãs da noiva dão as boas-vindas aos convidados tocando-lhes com uma espécie de bastão decorado com flores. Há ainda um bastão mais pesado para tocar no Policarpo, se este se atrever a aparecer por lá.
A cerimónia do casamento – Nikah: Em algumas cerimónias muçulmanas, especialmente naquelas mais tradicionais, os homens e as mulheres sentam-se em locais distintos da cerimónia, afastados, pois vai haver tempo que sobra para se fartarem um do outro. O casamento é registado. Os documentos do casamento são preenchidos na mesquita. O noivo é levado para o lado das mulheres (e começa logo aí a piscar o olho a outras). Ele oferece dinheiro e presentes às irmãs da noiva (para que se calem e não contem nada).
Pode-se atirar confetis à noiva, só que é mais tradicional atirar moedas, pois este gesto é mais antigo. Depois disso, passam todos pela enfermaria da mesquita para besuntarem as nódoas negras, causadas pelas moedas, com hirudoid.
Segue-se um jantar, que é servido separadamente a mulheres e a homens. Saladinha para as senhoras e pipis para os senhores.
Depois da primeira refeição, o noivo e a noiva sentam-se juntos e um grande lenço é usado para cobrir as suas cabeças enquanto o sacerdote e os noivos fazem algumas orações. O Corão é mantido entre eles e é-lhes permitido ver-se um ao outro através do reflexo de espelhos. Nesta altura entra o barbeiro e faz a barba ao noivo enquanto as testemunhas da noiva lhe aplicam unhas de gel.
Primeira noite: (agora é que a coisa vai aquecer…) O noivo passa a noite na casa da noiva, num quarto separado desta, junto com um irmão mais velho da noiva. Normalmente os dois passam a noite a ver futebol e pornografia na tv, enquanto bebem minis de Meca e comem tremoços islâmicos.
A cerimónia Rukhsat: Na casa dos noivos, a saída do pai da noiva é feita com o pai da noiva a entregar a mão da sua filha ao noivo e pedindo-lhe para a proteger para sempre. Algumas semanas depois ele manda entregar o resto: A outra mão, uma perninha, o pescoço, o dedo mindinho do pé…
Outra tradição que pode acontecer, é quando a noiva entra na sua nova casa, a sua sogra segura o Corão sobre a noiva e sobre o noivo. É verdade! Não há casamento sem sogra!
Sexo: Pois, não há registos. Mas ao que parece eles praticam-no… e é aí que o Policarpo morre de inveja…