Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Estou cansado

ESTOU CANSADO

“Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.”

Não. Não são minhas as palavras. Roubei-as ao Álvaro de Campos e acrescentei-lhe o meu nome. Pareceram-me perfeitas…

Bom fim-de-semana!

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Carnaval da Nazaré |POST1

 

Aqui está o primeiro post do Carnaval da Nazaré 2009...Um post inteiramente dedicado às trotinetas!

Ao que parece, este ano, as meninas vão envergar o fato de abelhas e pavonear-se pelas colmeias nazarenas. Resta agora saber se os bicicletas irão vestir-se de apicultores! Isso é que ia ser animado!

Quando me disseram que as trotinetas se preparavam para se transformar em abelhas, lembrei-me de imediato de uma música do Clemente! E que música! Dava perfeitamente para marcha!!! Dava, não dava?!? Tá bem abelha!

 

Deste vídeo, gosto particularmente do padrão da camisa do Clemente!

ZZ ZZzzz z ZZZZ sou uma abelhahhaha!!!

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Guerra aberta

 

 

Meninos e meninas que tiraram o cursinho superior do ISCE, preparem-se…

… ainda nos vão caçar o diploma!

[link]

Sem desconto em cartão

 

Depois da cirurgia de ontem, a minha dieta passou a ser essencialmente líquida! Sopas, sumos, iogurtes, batidos, chás, e tal e tal… Se pensar na dieta, se calhar esta história de ter tirado dois dentes, nem foi assim tão má!

Mas como também estou proibido de fumar, hoje tive que ir até ao supermercado comprar produtos para encher o frigorífico. É a tal história: comer (beber, no caso) para não fumar.

Mas agora vem a parte boa!

Se eu não tivesse esta dieta forçada, neste momento, ainda hoje desconhecia o melhor produto do Continente de todos os tempos: Lassi de Manga! Descoberto, assim sem querer, no meio dos iogurtes!

Sim! Lassi !… Daqueles dos restaurantes nepaleses! Igualzinho! Se calhar, melhor!

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A medo, só havia trazido 3, que despachei de uma assentada!

Amanhã vou lá buscar uma palete! Ah vou vou!

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Teeth are Out !

Hoje foram dois, não foram fáceis, e avizinha-se uma noite carregado de dores!

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Deus queira que eu esteja enganado… Mas o DrNuno não me pareceu estar a brincar quando me disse: “agora livre-se de não ir à farmácia!”…

E eu fui, claro!

Venham daí os antibióticos e o clonix em SOS.

RELAXx

Ultimamente não há exposição ou feira na FIL que me escape. Como diz o Zé Malhoa naquela música, eu vou a todas. Obviamente porque tenho conseguido sempre bilhetes grátis em passatempos. Se fosse a pagar os 7 euros e meio da praxe, não punha lá os pés, com certeza…

A BTL 2009 (Bolsa de Turismo de Lisboa) deve ter sido, de todas, a melhor que já visitei. Uma tarde inteira, carregadinho de sacos e ofertas, visitando países e recantos escondidos por este Portugal fora, sonhando com umas férias ainda longe.

Díficil foi condensar tudo num vídeo. Mas depois de algum trabalho, aqui ficam os quatro (!) pavilhões da BTL em apenas 2 minutos!…

 

[veja o vídeo em alta qualidade]

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

o meu Mar

Quando não temos respostas, o mar oferece-as a quem quiser ouvi-las…

[ veja este vídeo em alta definição. seleccione HQ em cima]

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PORTUGAL ZERO POINTS, Portugal zero pontos

 

Vá, toca a clicar na imagem e a escolher a canção que nos levará, uma vez mais, aos últimos lugares da eurovisão.

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Este ano a coisa está mais triste que nunca… (têm de ouvir com os vossos próprios ouvidos!)

…Fernando Pereira (hã?!), Armando Gama (hã?!), Romana, Tayti, e até a Luciana Abreu com uma canção intitulada “Yes We Can” (nem a propósito!) !!! Escusado será de dizer que a mesma é fraquinha e de gosto duvidoso. A Lucy limita-se a dar uns berros e pronto.

Contudo, a piquena vai lançada nos votos e até já estou a ouvir o Eládio Climaco e a Isabel Angelina, aos microfones da RTP: “infelizmente, nem com as mamas da Lucy ganhámos…”.

 

Só para que conste, e surpreendentemente, eu votei no “Miguel C. - Não Está”, mesmo sabendo que jamais ganhará o que quer que seja…

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Go Home

 

Mesmo que o tempo não ajude, a mala está feita, o peluche de dormir está lá dentro e amanhã é – finalmente - dia de regresso a casa.

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Até já!

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

YES WE CAN

Não sei muito bem o que dizer ou o que pensar sobre o tio Obama. Acho que nem ele sabe. Mas a música e o vídeo estão fantásticos.

De qualquer forma, não esperem que um homem sozinho mude um mundo…

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Abra a boca, se faz favor

42-16736735Amanhã o dia avizinha-se sem fim. Depois da escola, explicações, aulas de dramatização e reunião do agrupamento,… dentista!

Mas quem é que no seu juízo perfeito marca dentista para as oito e meia da noite?

Pois…

Eu.

Já que não posso ir mais cedo…

Na semana passada já tinha lá estado. Ao que parece não me vou livrar do dito aparelho, nem de me aparafusarem 2 dentes na bocarra, para substituírem (pasmem-se) dois dentes de leite! Dentes de leite com 29 anos?! É piada, só pode….

Para ficar mesmo feliz, só me faltava  umas daquelas facetas de porcelana “da Vinci” que o Stanley oferece aos participantes do “Dr. preciso de ajuda”… isso é que era!

Como agora os dentistas funcionam como pintores de interiores ou mecânicos de 2ª, apresentando um planeamento/orçamento para o tratamento, fiquei a saber que terei de dispender de cerca de 2900 euros (sim, a porra dos dentes aparafusados – diz que são de titânio- são caros como o raio). Imaginem então se eu me entregasse ao devaneio das facetas de porcelanas. Não! Não há orçamento que resista…

Mas fiquei a pensar nisso e cheguei à conclusão que…

…Assim parecido, o máximo que eu poderia colar nos dentes da frente, eram duas chicletes…muito mais baratas...e (talvez) com o mesmo efeito!

Outro parvo no meu lugar…

 

Só para lembrar que a nossa vida é curta demais…

Morreu o vocalista dos Sitiados
João Aguardela morreu, no domingo, aos 39 anos, vítima de cancro.

João Aguardela fundou os Sitiados, em 1992, e fez parte de projectos como os Megafone, Linha da Frente e mais recentemente A Naifa, grupo que gravou temas de escritores como José Luís Peixoto, Adília Lopes e Pedro Sena-Lino.

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Carnaval Pelintra

 

A melhor coisa da liberdade é poder fazer aquilo que nos der na gana. Eu, por exemplo, não gosto de felicidade extrema nem de conselhos deontológicos. Até me irritam, confesso.

Esta coisa de acharmos que compreendemos melhor o mundo do que o vizinho do lado, tem alguma coisa de absurda. E acharmos que sabemos sentir por esse mesmo vizinho, então isso é completamente descabido.

O que dizer então a terceiros que nos dão conselhos? Conselhos parvos, sem o menor sentido?! Não. Talvez até tenham, mas apenas na cabeça desses terceiros.

Parar de escrever só porque os textos não têm sido felizes? Não me parece. Há felicidade em tudo. Até nos meus textos esculpidos a basalto. Apenas os cegos não a encontram. E não são aqueles cegos que não vêem. Refiro-me aos cegos do ditado popular: aqueles que não querem ver…

Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Sombras

 

Levanto as mãos amargas em direcção ao céu. Cravo um sorriso forçado na cara, numa espécie de praga divina, que me faz esquecer as palavras que tinha reservado para este momento. Grito-as, recebo o seu eco e seguro-as novamente com força, como alguém que volta depois de uma viagem, como alguém que volta, arrependido, mas feliz. Deito-as então no chão, como sombras, mesmo ao lado de tantas outras que eu até já tinha esquecido. São mais agora, mesmo que isso não signifique que são melhores.

42-20342075Enquanto me afasto das palavras esfumadas no chão, relembro o eco que fizeram soar. Estridente. Intenso. Altamente irreflectido, capaz de torturar um alguém que não o esperasse. Ecoam durante algum tempo na minha cabeça e nos segundos estranhos das minhas mãos. Quero livrar-me delas, para sempre, mas não passam de sombras. E as sombras não são nada. Não há como nos livrarmos delas. São apenas sombras de alguma coisa. Quer seja de uma coisa bela e brilhante, ou de coisa escura e monstruosa, a sua sombra terá sempre o mesmo aspecto: será negra, esbatida, misteriosa e irremediavelmente sombria…

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Quem quer casar com um muçulmano?

 42-17127459Estou deveras preocupado com o D. José Policarpo. Eu já desconfiava que o homem se metia nos copos, mas depois dele ter dito, para quem quis ouvir, que casar com um muçulmano "é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam", então não restam mais dúvidas. O homem está decididamente entregue à vinhaça (a que ele, disfarçadamente, dá o nome de sangue de Cristo).

O que o velhote não sabe (depois dele ter dito o que disse, eu também posso dizer e chamar-lhe o que eu quiser, ou não?) é que não há casamento mais bonito que o muçulmano… E porque estamos em altura de festivais e feiras para noivos, e porque pode alguma mocinha em idade casadoira estar interessada, aqui fica um manual completo dos casamentos muçulmanos:

O casamento: Entre muçulmanos, é a família do noivo que procura uma noiva que considere adequada ao noivo. Ou seja, na prática, qualquer rapariga tresmalhada serve.

Um casamento muçulmano é uma espécie de contrato entre o homem e a mulher e o seu guardião. Este contrato implica o pagamento de um valor, valor esse acordado pelas duas partes e pago pelo noivo na altura em que o contrato é feito. O BPI e o banco da Bárbara Guimarães dispõe, já há alguns anos, de uma conta poupança-casamento-muçulmano, para aqueles que estejam interessados.

A oferta do casamento é feita pelo pai da noiva, ou pelo seu guardião. Segue-se uma aceitação feita pelo noivo, na presença de duas testemunhas muçulmanas. A noiva tem direito a receber a quantia referente ao contrato e fazer dela o que bem entender. Normalmente as jovens gostam de receber propostas de casamento por altura dos saldos, vá-se lá saber porquê…

Convidados: Num casamento muçulmano podem comparecer convidados de todas as religiões (toma toma Policarpo!). Embora os convidados devam ter em conta que não devem usar trajes decotados, ou reveladores do corpo. Nada de mamocas ao léu, portanto.

A cerimónia – (Manjha): A cerimónia do casamento implica que a noiva seja previamente envolvida numa massagem feita com uma pasta à base de açafrão, providenciada pela família do noivo. Como estamos em recessão e há que poupar, poderão optar por substituir o açafrão por pimentão-doce ou massa de vinha de alhos, à venda em qualquer bom hipermercado.

A chegada do noivo e dos convidados: A chegada do noivo ao local da cerimónia, é acompanhada por tambores e pelo som de mais alguns instrumentos musicais tradicionais. Nada de gaita de beiços ou xilofones. Na sua chegada, o noivo e o irmão da noiva trocam um copo de sherbet (uma espécie de ginjinha muçulmana) e de dinheiro (ou três cheques pré-datados como na La Redoute). As irmãs da noiva dão as boas-vindas aos convidados tocando-lhes com uma espécie de bastão decorado com flores. Há ainda um bastão mais pesado para tocar no Policarpo, se este se atrever a aparecer por lá.

A cerimónia do casamento – Nikah: Em algumas cerimónias muçulmanas, especialmente naquelas mais tradicionais, os homens e as mulheres sentam-se em locais distintos da cerimónia, afastados, pois vai haver tempo que sobra para se fartarem um do outro. O casamento é registado. Os documentos do casamento são preenchidos na mesquita. O noivo é levado para o lado das mulheres (e começa logo aí a piscar o olho a outras). Ele oferece dinheiro e presentes às irmãs da noiva (para que se calem e não contem nada).

Pode-se atirar confetis à noiva, só que é mais tradicional atirar moedas, pois este gesto é mais antigo. Depois disso, passam todos pela enfermaria da mesquita para besuntarem as nódoas negras, causadas pelas moedas, com hirudoid.

Segue-se um jantar, que é servido separadamente a mulheres e a homens. Saladinha para as senhoras e pipis para os senhores.

Depois da primeira refeição, o noivo e a noiva sentam-se juntos e um grande lenço é usado para cobrir as suas cabeças enquanto o sacerdote e os noivos fazem algumas orações. O Corão é mantido entre eles e é-lhes permitido ver-se um ao outro através do reflexo de espelhos. Nesta altura entra o barbeiro e faz a barba ao noivo enquanto as testemunhas da noiva lhe aplicam unhas de gel.

Primeira noite: (agora é que a coisa vai aquecer…) O noivo passa a noite na casa da noiva, num quarto separado desta, junto com um irmão mais velho da noiva. Normalmente os dois passam a noite a ver futebol e pornografia na tv, enquanto bebem minis de Meca e comem tremoços islâmicos.

A cerimónia Rukhsat: Na casa dos noivos, a saída do pai da noiva é feita com o pai da noiva a entregar a mão da sua filha ao noivo e pedindo-lhe para a proteger para sempre. Algumas semanas depois ele manda entregar o resto: A outra mão, uma perninha, o pescoço, o dedo mindinho do pé…

Outra tradição que pode acontecer, é quando a noiva entra na sua nova casa, a sua sogra segura o Corão sobre a noiva e sobre o noivo. É verdade! Não há casamento sem sogra!

Sexo: Pois, não há registos. Mas ao que parece eles praticam-no… e é aí que o Policarpo morre de inveja…

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Em manutenção

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Eu cá sou daqueles que há coisas que só se fazem em casa. Mas se estiverem mesmo aflitinhos para fazer a coisa, não dispense de ler este fantástico manual.

Ainda bem que há pessoas que se dedicam ao bem-estar dos outros, publicando na internet pérolas como estas.

:)

Lord knows I don't want to compete

Liguem o vídeo e ouçam.



O que vos lembra esta música? Não é a banda sonora perfeita para a vida de cada um de nós? No trabalho, a caminhar numa rua deserta debaixo dum chapéu de chuva molhado, numa mesa entre amigos, numa praia escondida da terra, numa banheira de espuma, num sofá à beira da lareira, na entrada de um baile de máscaras, numa corrida de bicicleta por entre as ruelas da aldeia, numa igreja vazia ou numa cama quente abraçado a alguém?

Não vos apetece viver cada vez mais? Fazer parte deste filme, da vossa história?

A mim apetece. Muito.

Damien Jurado| Sheets

Is he still coming around like an injured bird needing a nest?
A place to rest his head in a song you'll regret
Lord knows I don't want to compete
But I still sleep in the very sheets he's been in

Swallow him whole like a pill that makes you choke and stills your soul
You have the nerve to look me in the eyes and lie
Send him back
I'll share the trap that you have me in

Is he still coming around like an injured bird needing a nest?
A place to rest his head in a song you'll regret
Still you take him
Lord knows I don't want to compete
But I still sleep in the very sheets he's been in

Swallow him whole like a pill that makes you choke and stills your soul
You have the nerve to look me in the eyes and lie
Send him back
I'll share the trap that you have me in

(Still you sleep in the very sheets he's been in)

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Pérolas, são pérolas senhores…

 

Não sei se este meu aluno conhece alguma doença que deixa a coisa vermelha (quiçá, com urticária e tudo), mas as crianças têm sempre razão naquilo que escrevem. (ou talvez não)

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Explicação: É a chamada dislexia. “P” em vez de “T" (os ténis que a criança calçava eram encarnados…)

Frio, frios, o frio.

 

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Persegue-me o frio. Sinto-o bem perto de mim, num bafo gelado, disfarçado com aromas frutados de árvores despidas. Persegue-me de mansinho, pé ante pé, sem ser notado, sem se dar conta da sua presença. Mas sinto-o cada vez mais perto, instalando-se nas minhas entranhas mornas e fugazes. Arrepio-me. Estranho-o. Consinto-o. Fico paralisado e solto um grito de revolta, quente, em fogo. Esmoreço o frio por breves instantes, antes dele voltar a ganhar força.

Estou finalmente gelado. Como água limpida, insipida, inodora, num cubo de gelo mal formado. Gelo que derrete a cada grito consentido pelo frio. Frio que consente um grito que o derrete.

Persegue-nos o frio. Sente-lo?

É isto o frio?

É. Ainda não o tinhas notado?

Não. Sabes, ultimamente tenho gritado muito…

E o que é que isto me interessa?

Cao

Não houve telejornal que não desse a notícia:

“Barack Obama prometeu e vai cumprir. Como compensação pela paciência demonstrada durante a campanha eleitoral, o 44.º presidente dos EUA vai oferecer às suas filhas um cão.

A escolha da raça ainda não é uma certeza, mas poderá ser um Cão de Água português ou um “labradoodle”- uma mistura de Labrador Retriever com um Poodle comum.

Também conhecido por Cão de Pescador, o Cão de Água Português é meigo, leal e de extrema obdiência, capaz de estabelecer laços de cumplicidade muito intenso com os donos. É um cão com pêlo pouco agressivo ideal para pessoas que sofram de alergias, como é o caso de Malia, filha mais velha de Obama.”

in JN

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

Silêncio.

Silencio Preciso do silêncio assim como preciso de água. Posso passar alguns dias sem o levar à boca, aos ouvidos, mas naquele preciso momento em que me lembro dele, em que sinto a sua falta, não o posso deixar fugir. Guardo então o meu silêncio, como cão raivoso que escolta um pedaço de carne. Não abdico dele, não o partilho, não o explico, forço-o incansavelmente até que deixe de fazer sentido. 

O silêncio funciona em mim como um renascer de qualquer coisa, numa pausa aparentemente ridícula arredada do mundo violento das intransigências diárias. Não me interessa que me chamem agora. Agora sou apenas eu e o silêncio.


Intacto - Pedro Mariano

 

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Lanterna dos Afogados

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi esta música. Encontrei-a num cd perdido em casa dos meus pais, há alguns anos atrás.

Hoje, depois de a ouvir vezes sem conta ao longo de todos estes anos, acredito (ainda) piamente que seja uma das mais belas músicas de sempre.

A letra é muito mais do que um poema. É uma vida de esperança em tom de poema, uma felicidade prometida com sabor a mel. Tomara todos nós termos alguém à nossa espera como a letra da canção nos canta.

Tomara nós…

Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

O meu melhor amigo

 

Nos últimos dias tem sido este…hl2994.l

Pronto. Confesso. É uma amizade de pura conveniência! Mas pelo menos ele não reclama…

Dr. House e Literatura

Enquanto me entretenho a copiar os episódios da primeira série do Dr. House, lembrei-me de alguns parágrafos que escrevi para o meu livro.

Já aqui falei dele. Chama-se ELA, ELES, A NOSSA VIDA E EU, e de uma forma quase autobiografica, conta uma história verdadeira, intensa e surpreendente. Qualquer dia perco a vergonha e arranjo um jeito de o publicar aqui na sua versão integral. Enquanto isso não acontece, ficam aqui uns pedacinhos…

BN001993[…]“Arrepio-me quando encontro a sua cama vazia.
Já tinha visto esta situação em novelas e filmes mas desta vez não sabia qual dos finais tinha sido o escolhido pelo realizador. Apenas sei que a cama dela está vazia.
Deixou uma cama vazia num dos quartos do segundo andar e acabou transferida para uma cave, para uma tal de UCIP, que só depois descobri que não passava da abreviatura da unidade de cuidados intensivos. O “P” é a abreviatura de “primários”, eu acho.
Assim que a enfermeira do rabo grande me dá a notícia da transferência forçada, arranco numa corrida pelas escadas cinzentas e escuras do hospital e só paro quando sou barrado por um simpático maqueiro à entrada da tal UCIP.
Não pode entrar. Só no horário da visita, diz-me.
Não posso? Mas eu quero vê-la! Quero saber o que se passou, como ela está…
Mas não pode, peço-lhe desculpa. Aguarde um momento que vou chamar a enfermeira chefe. Talvez falando com ela possa saber mais qualquer coisa.
Assim que a porta velha e fria da tal UCIP se fecha na minha cara, sinto-me como se tivessem fechado a única porta que me levaria de volta até junto dela.
Com as crónicas lágrimas nos olhos, soluçando baixinho num sofrimento agonizante, sento-me num velho banco de madeira à porta da UCIP com os olhos postos nas vidraças remendadas da porta.
Assim que vejo uma sombra a aproximar-se, levanto-me e assusto-me com o grito que a enfermeira Jesus me dá.
Não o quero a chorar! Que se passa? Que é que quer? Já acabou o horário da visita…
Mas…
Vocês pensam que quem vem para a UCIP vem para a morgue? Já estão mortos?! É para morrer?! Está escrito ali na porta, UCIP e não está lá escrito “morgue”! Ou está?
Abano a cabeça, em sinal negativo.
Ela veio para aqui porque aqui vai estar mais acompanhada do que lá em cima. Se voltar a ter complicações como a que teve na noite passada, aqui terá sempre alguém para intervir rapidamente!
Mas…
Nem mas nem meio mas! Vá dar uma volta, acalme-me e volte às oito horas! E não esteja a chorar! Onde já se viu um homem deste tamanho a chorar dessa maneira?!
Mas…
A porta fechou-se e eu fiquei com o meu “mas” encalhado na garganta. Fiquei tão chocado como surpreendido. Chocado com a frieza das palavras e surpreendido pela força das mesmas.
Enquanto a enfermeira debitava as suas razões, olhei para o seu crachá de identificação pregado no casaco azul-escuro por cima da bata branca: Jesus, era isso que tinha escrito. E era isso mesmo que eu estava a precisar: de uma força superior perto de mim, apesar deste Jesus me parecer muito diferente do Jesus de outros tempos.

Às oito horas da noite volto ao hospital e volto a sentar-me no velho banco de madeira perdido no corredor escuro e húmido. Fico à espera tempo sem fim até que alguém me manda entrar.
Entro numa sala iluminada, com camas escondidas por cortinas cinzentas e muita gente com batas verdes a andar de um lado para o outro. Alguns têm ainda máscaras na cara que me fazem lembrar os filmes de ficção científica que eu sempre odiei. Sinto uma mão a puxar-me e o dono dessa mão, um robusto enfermeiro espanhol, leva-me até à cama número três.
Num sotaque castelhano, David, o enfermeiro, vai-me dizendo que neste momiento la chica está estável pero ainda não se sabe ao certo o que se passou. Ele cala-se, olha-me e pergunta:

É tu novia ?
No. Es mi vida! Respondo.
“[…] in capítulo V

[…]”Mas não! Continuam sem saber de nada. Arrancaram-lhe mais um pedaço do corpo, do sangue, do líquido com um nome esquisito que corre dentro das nossas vértebras, furaram-lhe o peito, colocaram-lhe cateteres, colheram amostras da pele mas continuam sem saber de nada. Ninguém me explica aquilo que realmente aconteceu, ninguém me acalma quando me sinto revoltado e angustiado. Nem mesmo a Teresa sabe mais o que me dizer. Faltam-lhe as palavras quando me sento desvanecido no frio banco de madeira do corredor do hospital.
Olho à minha volta e encontro tantos outros que procuram e esperam as mesmas respostas que eu, feitas com a mesma intensidade às mesmas pessoas. A diferença é que esses outros, tarde ou cedo, têm as respostas que procuraram e eu continuo à espera.
Médicos, enfermeiros, anestesistas, moços de recados, mais médicos, mais enfermeiros, mais anestesistas e moços de recados, ninguém me sabe dar uma resposta, parece que todos esperam que eu desista, rendido ao cansaço.
As batas verdes passam por mim de uma forma irritante. Dentro delas, os tais médicos e enfermeiros que não me sabem responder, continuam a sua vida como se eu não estivesse ali, pacientemente, sentado à porta da unidade de cuidados intensivos, à espera que alguém surja por detrás daquela porta velha e fria, trazendo-me algumas respostas.
A certa altura, David, o enfermeiro espanhol, passa por mim e não me diz nada. Não me viu ou fez que não me viu. Irritado, levanto-me e penso em chamá-lo, mas só nesse instante me lembrei que não sei dizer “ Olha, tu aí da bata verde” em castelhano .
Sempre que a porta se abre, as batas verdes continuam a sair em grupos, quase sempre animados, em direcção ao bar do hospital. E eu continuo ali, pacientemente, cada vez mais impaciente.
Digo à Teresa que tenho inveja daquelas pessoas. Como conseguem eles pensar em comer ou tomar um cafezinho, se atrás daquela porta, Ela e muitos outros padecem?! Até imagino as conversas à mesa do bar, entre uma trinca na empada de galinha:
Reparaste no da cama 7?
Claro, então não vi! Até lhe tive de dar 3,8 mg de zyprexta! Não sei se vai durar até à hora da visita.
Esta empada é boa…tem chouriço!
De carne ou de Sangue?
Sei lá, deve ser de sangue…
Por falar em sangue, a urina do doente da cama 11 tinha sangue.
Deve ser da algália. Olha… e tem pedacinhos de bacon!

A Teresa não aguenta e dá uma enorme gargalhada que ecoa por todo o hospital. As pessoas que estão ao nosso lado à espera que a porta de madeira se abra olham-nos com um olhar recriminatório e eu olho-os nos olhos com um ar infantil. 

Finalmente uma bata verde deu-nos ordem para entrar. Um de cada vez, num máximo de três pessoas por doente, desinfectem as mãos assim que entrarem e não se esqueçam de não cansar os doentes. Deixem-se de conversas que não interessam a ninguém! Eles estão aqui é para descansar e recuperar e não para dar à língua…
Fiz o que me pediram. Não me demorei. Entrei, beijei-a e saí. Acho que estou a ficar sem forças, estou a ficar receoso do futuro e cauteloso com o presente. Quanto a mim, não seria necessário a última recomendação da bata verde, pois, não encontro nada que lhe queira dizer neste momento. Talvez Ela consiga ouvir-me mas, naquele dia, se me ouviu, apenas ouviu o som do meu silêncio.
”[…] in capítulo IX

PV

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Isto por aqui tem andado tudo muito compacto.

E logo eu que era como a Fátima Lopes, tão reguladinho…

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

a Caixa

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Olho para a folha no ecrã em branco e não sai nada
tudo em branco,uma noite em branco
não há muita paz neste branco
as palavras gritam-me na cabeça
mas,tudo sem nexo, sem sentido,
é a calmaria antes da tempestade
uma paz enlouquecedora onde
nem sempre somos a melhor companhia
para nós mesmos
não dá para ouvir a própria voz
quando dentro de nós existem várias vozes
cada uma a gritar algo diferente
lá fora tudo quieto
mas aqui dentro,fervilhando de palavras
para serem ditas,que já foram ditas
palavras,acções,sonhos...
como numa caixa vazia,
pesada, frágil, mas vazia.

SOS

 

ACABOU O BEM BOM

E

AMANHÃ VAI COMEÇAR TUDO DE NOVO…

(que 2009 seja meiguinho!)

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

2009 ON

Finalmente o vídeo da grande passagem de ano na Nazaré!!!



[clique no vídeo se desejar ver com Alta Definição (HD)]