Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Magalhães à Zé do Pipo

 

Sempre atenta aos recentes sucessos da música pimbo-tradicional portuguesa (os emigrante são exímios a idolatrar os nossos artistas, lol), ELA não deixa escapar nada e fez o favor de me enviar o vídeo para o e-mail. É uma querida, a minha Filipa.

Obrigado amiga por me dares a conhecer o Zé do Pipo! Ah, e para que fique registado, eu computo (e muito) no Magalhães!

Beijinhos expresso from ‘ici’ to UK.

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Gripe dos bacorinhos

 

A minha crónica a ser publicada, na próxima semana, no jornal MAIS REGIÃO.

 

 

GRIPE DOS BACORINHOS

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Atchim.

Mais um espirro, mais um lago formado de baba e ranhoca esverdeada no chão da sala. Mais um chá atafulhado de mel e limão que queima a goela à sua passagem. Mais um pacote de lenços de papel para limpar as fossas nasais avermelhadas de tanta fungação e corrimento. Mais uma dose generosa de antibióticos, antipiréticos, analgésicos e anti-inflamatórios, que agora se chamam genéricos e perderam as suas caixinhas e formatos coloridos, mas que continuam a matar tudo aquilo que mexe dentro de nós: os vírus e o estômago!

Mais uma compressa de água gelada na testa, para acalmar os 42 graus à sombra. Mais uma esfrega de Vick Vaporub na peitaça. Mais um supositório… Não! Esqueçam lá essa coisa dos supositórios, pois já me sinto bem melhor.

O telefone toca, insofrido, a fazer-me lembrar que pior do que uma gripe infernal, é o barulho infernal de um telefone a tocar no meio de uma gripe infernal. Que Inferno! Grito eu, enquanto procuro as pantufas com os pés e dou balanço ao corpo para me levantar do sofá.

Depois de me arrastar pelo corredor, tropeçando em lenços de papel usados e caixas vazias de mebocaína, lá chego perto do aparelho e levanto o auscultador. Do outro lado, a minha avó.

Olá Vó. Sim vó. Pois. Então? Sim. Não. Sim. Ah, pois. Se calhar. Não não. Hummm. O quê?! Gripe do quê?!

42-19843791- Gripe dos bacorinhos! Dos porcos! A televisão não fala de outra coisa. Hoje de manhã até o Manel Luís Goucha estava a falar disso com a Cristina Ferreira. A Avó está a ficar preocupada com essa tua gripe… não há meio de te passar. Tens a certeza? Não é melhor ires ao médico fazer análises? Eles dão uma máscara e tudo. Pelo menos era o que a Alberta Marques Fernandes estava a dizer na televisão…

- Quem?!

- A Alberta! Aquela moreninha muito bonitinha que agora foi para os Telejornais da RTP. Hoje estava com um casaco cor-de-rosa tão bonito… e tem sempre o cabelo tão bem arranjado, a jeitosa. Ela bem falava da gripe, que eu ouvi. Anda tudo aflito e eu estou a ficar também aflita contigo, ao saber que estás nesse estado.

Não, não é nada disso. Essa gripe não se transmite assim. Eu nem sequer saí do país. Pois. Não. Não! Sim vó. Sim. Ah! Pois. Não. Humm. Sim. Hã? Talvez. Canja. Pois. Não. Não se preocupe, fique descansada que estou com a gripe dos bacorinhos, como você diz.

- Nem a das galinhas? Eu sei lá. Agora demos para apanhar as doenças dos bichos…

Não Vó. É gripe das normais. Daquelas que se apanham numa esquina qualquer. Beijinhos. Sim. Pois. Beijinhos. Não. Hã? Não. Sim, já. Hummm. Beijinhos. Xau. Não! Sim! Está bem…

Assim que poiso o auscultador, tal qual como nos filmes, surge na minha cabeça (ainda dormente) um flashback a preto e branco onde eu surjo a beijar a Consolacíon à porta da mercearia onde ela trabalha, depois dela me ter prometido um beijo carinhoso em troca de eu a ajudar a acartar uma dezena de caixas carregadas de couve lombarda e maçãs golden.

Consolacíon, uma jovem mexicana, 27 anos, busto firme e coxas fartas, acabada de regressar do México onde foi desfazer o noivado que mantinha com Pablo (mexicano, 34 anos, bigode farto e baixinho).

Comecei a sentir as pernas cada vez mais fracas, enquanto na minha cabeça se instalava uma vara de porcos que grunhia sem parar. Tentei alcançar o sofá mas acabei estendido no corredor, enquanto balbuciava:

- Consolacíon. Consolacíon. Avó! Consolacíon…

Ligar à minha avó foi a coisa mais sensata que me ocorreu naquele momento. Parecia informada sobre a gripe dos bacorinhos e agora, com a história da Consolacíon, tudo poderia ter mudado.

Estou?! Avó. Sou eu novamente. Estava aqui a pensar no que me disse e se calhar até posso ter mesmo essa gripe. Lembra-se da Consolacíon? Aquela rapariga que trabalha na mercearia do Sr. Antunes?...

- Aquela libertina? Não me digas que andaste metido com a mexicana?! Bem que o meu coração pressentia qualquer coisa! Ah filho! Estás desgraçado!

Sim. Pois. Se calhar. Não. Não! Hã?! Isso tudo? Não. Sei. Ah pois. Não. Nada disso. Sim. Sim. Pois. Talvez…

Poesia Comunitária (in twitter)

Para aqueles que dizem que o Twitter não serve para nada, ora aqui está uma linda poesia criada a partir de tweets...



"Da janela, apenas o barulho de uma tarde de Verão
Estou a fazer a digestão.
Tuitar é uma malhação.
Passo tanto tempo a twittar, que um dia ainda me pára a digestão.
Então? Isso é coisa que se dê ao meu irmão?
Ainda a Tu-i-Tar mas já a pensar no João Pestana sermão...
E o tempo que resvala por entre os dedos cansados da minha mão?
Está na hora da caminha e vou levar o maridão!"


Aos que não participaram, só tenho uma coisa a dizer: feios! O que é que custava ter escrito uma frase?
Aos que participaram, obrigado!

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Piolhos, parasitas e rainhas…

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Imaginem que lá pela minha escola anda um surto de piolhos onde quase não há cabeça que escape…

Então, enquanto falava com as crianças sobre os “parasitas” (empregando mesmo esse termo), um aluno mais despachado levanta e dedo e afirma com toda a segurança:

“Eu sei o que são parasitas e são perigosos! Houve uma princesa ou rainha francesa (não sei bem) que morreu num acidente em França porque os parasitas andavam atrás dela!”.

E o que fiz eu? Ri! Ri muito!

 

Sandro, és o Maior!!!!!!!!

Serviço e Utilidade Pública

 

Nunca é demais lembrar que há que ter bastante atenção com os e-mails que recebemos, em especial com aqueles que – supostamente – nos são dirigidos de instituíções bancárias onde (por acaso) até temos conta.

Acabei de receber um exemplar desses, para o qual chamo a vossa atenção:

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Obviamente de que se trata de um e-mail falso, pois a CGD nunca mandaria um e-mail desta natureza.

Abram os olhos, tenham cuidado com e-mails deste tipo e…

…Depois não digam que eu não avisei, quando o subsidio de férias vos desaparecer da conta!

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

O melhor do mundo são…

 

… as definições dadas pelas crianças!!!

desenho infantil

Os meus alunos definiram coisas banais, e eu publico-as aqui porque acho que pérolas destas merecem ser partilhadas!

 

PenDrive: "Serve para espetar no computador para imprimir coisas" (Alexandre, 6 anos)

Sócrates: "Senhor de cabelo branco e de fato cinzento que está sempre a rir e que manda no mundo." – (Afonso, 6 anos)

Cavaco Silva: "É tipo o rei de Portugal mas sem coroa. É ele que manda as pessoas para a prisão e tem um carro preto", (Yura, 6 anos)

Azeitona: "É tipo uma ervilha um bocadinho maior, mas preta e com caroço", (Diogo, 6 anos)

MEO: "É muita coisa junta, tipo televisão e filmes, de uns homens que vêm do espaço chamado gatos fedorentos" – (Inês, 6 anos)

Freira: “É a mulher de Jesus!!!!!!!!!" (alexandre, 6 anos)

Árvore: É uma coisa com folhas verdes que é alta e tem ninhos, e há arvores que dão uvas e laranjas..."- (Cátia, 6 anos)

Cidade: "É uma coisa onde vivem as casas, e têm carros, e passadeiras e semaforos, e há muito lixo no chão, e ... ..e...." (Alexandre, 6 anos)

Planeta Terra: “Bola muito grande, castanha, verde e azul, onde nós moramos e que está lá no céu pendurada e a rodar" – (Pedro, 6 anos)

Praia: “É tipo uma piscina ao ar livre mas com areia,onde há concinhas e onde há muito sol e as pessoas metem cremes nas costas " – (Sandro 7anos)

Magalhães: “Computador pequeno e azul que tem uma asa e que tem o jogo do SuperTux..." – (Diogo, 7 anos)

Algarve: “É uma terra muito longe onde há praia e uns senhores fazem um lume para assar o peixe nos restaurantes" – (Carolina, 6 anos)

Elevador: “Casinha com espelho e com botões que nos leva para cima e para baixo! ah, e tem uma campainha"- (Daniel, 6 anos)

Laranja: “Fruto da cor da cenoura que dá para fazer sumo numa máquina onde os bocados da laranja andam à roda" – (Yura, 7 anos)

Sofá: “Cadeira grande e fôfa com almofadas que serve também para dormir " – (Diogo, 6 anos)

Caracol: “Animal muito lento e com ranho, que no Verão, na praia, se come com um palito.” (Diogo A., 7 anos)

Moldura: “Rectângulo de madeira com um buraco onde se vê uma fotografia e se mete em cima dos móveis.” (Yura, 7 anos)

Chinês: “Homem que gosta de dragões, luta karate e come arroz.” (Alexandre, 6 anos)

Torrada: “Pão preto e quente com manteiga” (Diogo, 6 anos)

Banheira: “Coisa com água, feita de pedra branca e escorregadia que serve para nós cheirarmos bem.” (Érica, 7 anos)

Maionese: “É um creme branco que se mete no camarão e naquela salada com batatas e cenouras aos quadradinhos.” (Carolina, 7 anos)

Dicionário: “Livro pequeno onde estão palavras que às vezes escrevemos com erros.” (Carolina, 7 anos)

Salsicha: “Carne que sai da perna do porco, é redonda nos lados, pequenina e vem nas latas.” (Diogo, 7 anos)

Botão: “É uma peça redonda com buracos que serve para agarrar uma parte da blusa à outra, qdo está enfiado noutro buraco!" (Inês, 6 anos)

Umbigo: “Buraco fundo no meio da barriga.” (Diogo, 6 anos)

Pedra: “Coisa rija que anda na rua e é pintada de cinzento.” (Yura, 7 anos)

Internet: “É uma coisa que está nos computadores e tem jogos e vídeos.” (Sandro, 7 anos)

Chá: “Pacote com um pó que se mete em água quente na panela.” (Duarte, 6 anos)

Douradinho: “Peixe em forma de rectângulo com casca.” (Rúben, 6 anos)

Manteiga: “Pão preto e quente com manteiga.” (Diogo, 6 anos)

Microondas: “Fogão branco com uma luz que aquece tudo e tem relógios para rodar.” (Pedro, 7 anos)

Agrafador: “É uma coisa que serve para pegar papéis com um ferrinho que fica todo dobrado.” (Daniel, 6 anos)

Xaile: “É um triângulo de pano fofinho que as meninas usam.” (Daniel, 6 anos)

Palito: “Pauzinho que serve para tirar micróbios das cáries e comidas dos dentes.” (Diogo, 6 anos)

Giro, bem giro

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Céu Aberto

 

Fim de semana com sol e calor? Pois, era bom…

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… mas parece que ainda não é desta!

Como é que é possível que para quinta-feira (23) estejam previstos 26 graus de máxima e para domingo (26) treze garus?! O Antímio de Azevedo passou-se!!!

Ai ai ai, desabafos

 

Se estão na idade de escolher uma profissão, pensem muito bem na próxima frase: JAMAIS PENSEM EM SER PROFESSORES!

Não! Mas é que não pensem mesmo…

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Palavras cruzadas, twitter e douradinhos…

 

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DouradinhosSexta-feira. Twitter ligado e os meus alunos à frente.

Surge uma pérola…

“O Douradinho é um peixe rectangular com casca.”

Twitto a pérola.

Paulo Freixinho (o homem mais famoso das palavras cruzadas em Portugal), lê e acha genial a definição.

Tem uma ideia: “que tal arranjares mais definições dos miúdos para que eu possa fazer um passatempo?”

Optima ideia! Vamos a isso…

E assim ficou. Vai conseguir resistir?!!?

Domingo, 19 de Abril de 2009

Trabalho e mais trabalho…

 

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Avizinha-se uma semana de intenso trabalho. Mas como diz o outro… quem corre por gosto não cansa. Quanto muito, fica com os pés cansados…

Mankind is no Island…

 

Fantástico vídeo.

Só a mim…

 

2009-04-19_204221Ia eu descansado na Ponte Vasco da Gama, atento ao que o rádio me dizia, quando se acerca de mim uma moto conduzida por um homem de capacete preto, trazendo à pendura uma jovem meio lour(c)a, também de capacete escuro, que não se cansa de me acenar, enquanto sorri com os olhos.

E agora pergunto eu? Quem és tu, jovem desconhecida, que me seguiu sempre até Lisboa e cujo capacete não me permitiu ver a cara? Quem és tu?

Pela animação que a jovem parecia sentir, só pode ser alguém muito próximo de mim. Mas, se assim for, eu não a devia conhecer? A única coisa que sei é que a moto também era escura, tinha um 34 na matrícula (ou seria um 32?) e que é uma daquelas motos que tem uma geleira de levar para a praia atrás…(também preta)

O que é certo é que eu não me desfiz… Continuei durante quilómetros também a acenar e a levantar o polegar, como quem pergunta “está tudo bem?”. E sorria, e acenava, e não acreditava que aquilo me estava a acontecer…

Enfim…

Sábado, 18 de Abril de 2009

Novidades...

Tenho agendada para amanhã uma reestruturação massiva aqui no blog. Por agora fica apenas a novidade das minhas actualizações no twitter...

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

A sequela.

 

Este texto já aqui foi publicado, mas hoje, não sei bem porquê, fez mais sentido do que nunca.

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Para ouvir, enquanto lê:


 

Quantos de nós merecerão um óscar?
Vinha a pensar nisto no caminho para Lisboa. Música alta, pensamentos livres, telas feitas de vidros, paisagens cinzentas de verde esbatidas, casas perdidas, algumas gotas de chuva a salpicar o parabrisas, tranquilidade também, não muita, apenas a necessária para realizar o meu filme.
As cenas seguiram-se rapidamente na minha cabeça. Uma mulher perdida, choro de alguém, um papagaio de papel, tiros, melancolia, gritos, um rio, um homem de barba grisalha, um carro que pára no meio da estrada, luzes, nevoeiro, música , sorrisos, reencontro, fim.
Criei assim o filme à minha maneira, fora da minha vida, rebuscando clichés, frases célebres de outrora, personagens já mortas e reinventadas. Não me importei com as personagens, com os protagonistas sedentos de fama, com a luz da fotografia nem sequer com os efeitos especiais ou com a beleza do guarda-roupa. Apenas a história me interessava. A minha história. Aquela que eu quis criar, imaginando-a à pressa para montar o meu espectáculo enquanto os cenários iam sendo ocupados, utilizados e morrendo lá atrás, no fim da estrada.
Quando a ficha técnica me subia nos olhos e eu suspirava de orgulho, dei comigo a pensar se seria merecedor de um prémio da academia. Melhor realização, talvez melhor argumento original, quem sabe melhor interpretação. Nada. Nenhum. Impossível. O meu filme não era real.
É estranho pensar assim, mas arrisquei-me a fazê-lo. Quantos de nós, nos nossos filmes reais a quem dão o nome de vida, andarão a interpretar um personagem, a seguir um papel? Quantos fingirão o sorriso quando o olhos da alma lhe choram? Quantos andarão perdidos nas entrelinhas dos guiões? Quantos não fingem? Quantos não serão actores dignos de óscares e condecorações?
Os filmes reais não são fáceis. Não há momentos para cortes, para um refresco debaixo do toldo enquanto os aderecistas montam o cenário, as cenas não se podem repetir (apenas se assim tiver de ser), são gravados à primeira sem nenhum tipo de preparação, sem duplos, sem almofadas ou colchões para nos amparar as quedas. O sangue é de verdade e as dores também. Esqueçam o saquinho de tinta vermelha ou o croma azul que transforma um cenário todo azul numa varanda doirada por cima do Central Park.
Nos filmes reais as lágrimas são a sério, salgadas, sentidas, desfeitas quando a mão as trava. Nesse mundo não há só finais felizes, casamentos de sonho ou paixões à primeira vista. No mundo dos filmes reais há dores, tristezas, angústias, tragédias, sonhos interrompidos e gente esperançada. Há ainda protagonistas simples que dividem as suas histórias, gente bonita, gente feia e normal, há medos, desejos, alegrias e sonhos.
E os protagonistas desses filmes? Saberão eles que estão no meio de uma história assim?
Muitos sim, tal como eu, e até fingem para a câmara na esperança pela conquista de um prémio de interpretação. Já os outros, aqueles mais distraídos, continuam perdidos nas suas histórias até que, sem darem conta, a vida lhes é interrompida pelo clássico "the end"...
E depois disso não há mais nada a fazer. Poderá ainda haver uma sequela, uma parte dois, mas todos nós sabemos que as continuações nunca são tão boas como o filme original...

Educação

 

 

Isto sim é que é uma vergonha.

Um amigo, o texto e um só Carnaval

 

P2140022O convite havia sido feito há algum tempo. “Escreva o que lhe for na alma que terei todo o gosto em publicar no meu blog.”, disse eu ao Tonho Lopes, o homem da Nêga…

De imediato o repto foi aceite e hoje, talvez para nos aquecer deste frio de Abril, chegou ao meu email aquele que será o primeiro de muitos textos do Sr. António Lopes, que serão publicados por aqui. (Um exclusivo que vale fortunas, garanto!)…

 

“A MINHA TERRA”

(Eu faço parte deste povo,deste mar)

Olá a todos viva! Faço votos para que estas minhas palavras os vão encontrar de boa saúde que por cá tudo bem (era assim mais ou menos que dantes, antigamente se começavam as cartas, sim porque agora as cartas já fazem parte dos objectos quase a entrar no museu, o que tá a dar agora é mails e smssss).

É com todo o gosto que escrevo estas linhas para o blog do Manelito, o blog paleco que mais divulga e dá a conhecer não só o carnaval da Nazaré, mas também a própria Nazaré (a nha terra crida).

É por aqui mesmo que começo: “O Carnaval”

O Entrudo já passou há algum tempo mas vale sempre a pena falar dele “Isse é qu ra bél”: Meses e meses à espera para desaparecer num “repente”, o que vale é que hoje em dia a gente o vai recordando, numa festa, num jantar de amigos, num casamento,etc (já cá faltava o etc). Todas estas cerimónias, pa na variar, acabam sempre em marchas. Todos os anos a mêma azáfama: gravam-se as marchas,fazem-se os carros alegóricos, ensaiam-se os ranchos e cégadas, no sábado magro bicicletas e trotinetas zzzzz. E eis que chegam (tamém era melhor depois de tanto trabalho que na chegassem) os dias mais ansiados do ano:

Sábado de carnaval- Grande dia, grande almoço na praia em frente à galé. Mesa n'arêa, o sol a derreter corpos e a caldeirada estava 5 stars.

Domingo de carnaval- Bandas infernais à força tôda, tradição que pela força e adesão demonstrada jamais se irá perder (tamém era melhor, era bom ca gente deixásse). De há uns anos para cá é sem dúvida o meu grande dia de carnaval.

Mais um ano com os “Sáltas”- momentos de grande diversão e boa disposição que duram até às tantas, onde terminámos em apoteose no Mar-Alto.

Segunda-feira- Dia para recarregar baterias? Mas Porquê? Na têmes têmpe no fim do entrudo ? Desde há muito a velha questão, porque não se fazer qualquer coisa neste dia? Tamém sou de acordo mas na me perguntem o quê que de momento nada me ocorre,mas se pensarmos em conjunto talvez achamos algo para pintar de alegria a segunda-feira de carnaval e evitar tár à espera até à noite para continuar a folia.

De repente fez-se luz, lembrei-me de algo: Porque não um ganda bálhe, durante a tarde na praça Manuel Arriaga, ou na Sousa Olivêra, ou na arêa ... Se o S. Pedro deixar (e este ano ele foi do má baril pá gente ao nos oferecer grandes dias de sol).

Dizia eu um ganda bálhe, com tudo ensáiade ao som da maior banda do carnaval, como eles se intitulam e muito bem: A Banda Relante.

É uma ideia, aceitam-se sugestões.

Terça-feira- Ponto alto do carnaval: pelos nossos olhos desfilam dias e noites de trabalho, canseiras, horas sem dormir, mas que valem a pena, quando se atravessa aquela marginal linda, repleta de gente tornando até difícil para quem vai no desfile contemplar o nosso mar, a pedra de “inguelhim”, a nossa “arêa”, isto porque somos literalmente “engolidos” pelos visitantes que ocorrem cada vez em maior número à Nazaré, porque em alguma parte já ouviram falar, num tal carnaval, mais espontâneo e próprio que é o nosso. Pensam os visitantes: Porque não ir lá conhecer esse fulano, que derrête, estrafega, enlouquece aquela praia, aquele mar, aquela gente...

Quarta-feira de cinzas- Terminou o Carnaval: ao fim de alguns anos a tentar, lá consegui este ano me levantar para ir ver o Enterro do S. Entrudo.

Em boa hora o fiz, pois foi fantástico o momento proporcionado pelos “Independentes”- grande grupo, cada vez melhor naquilo que fazem e a quem nestas linhas eu tiro o meu chapéu.

Bailes: mais um ano vivi o carnaval na minha sala de eleição e que me viu nascer para estes momentos de alegria “O Casino”.

Nasci para o carnaval aqui e é aqui que quero continuar a viver o carnaval.

Já comecei a fazer ao meu filho, aquilo que me fizeram a mim quando tinha a idade dele e onde muitas vezes a minha cama eram as cadeiras do casino, quando era vencido pelo sono e pela canseira. Levei o Bernardo ao Carnaval do Casino, tal como fiz com a irmã na idade dele, para sentirem a tradição do Carnaval da Nazaré!

Casino é e sempre será a catedral do carnaval.

Duas bandas fabulosas: U Jazz D'inguelhim: a experiência e o saber de quem anda nisto há muitos carnavais. Grandes músicos, grandes amigos.

Banda da Coina: Agradável surpresa ( dizem muitos: não para mim que já os conhecia há muito tempo e sabia do valor que eles tinham. Não são uma novidade mas sim uma certeza. Auguro-vos um futuro risonho: Força Sílvio, a tua alma em palco contagia qualquer um.)

Como não podia deixar de ser fui também ao Mar-Alto um bocado.

Como sempre fui recebido como um Lord (“mariam” os lordes serem recebidos como eu fui, na criam má nada), da direcção à banda, “grandes” amigos que tenho também naquela sala.

Não vou citar nomes pois posso-me esquecer de algum e aí estaria a ser muito injusto, pois eles sabem quem são.

Mas na me esqueci da promessa que fiz e vou cumpri-la, na me dêxárem ganhar a marcha alternadêra pois não ?

Assim c'apanhar aquele pilar a gête,a nhas botas da tropa entram em acção e há destroços pilarescos que só param em riba, bem lá no cime da palmêra: A ver vamos, como diz o outro.

Um abraço Mar-Alto, vocês são fantásticos.

E agora que passou mais um Carnaval é tempo de recordar e fazer um balanço do que estêve bem e menos bem, mas isso é trabalho pa cada um.

Há pouco tempo tivemos mais uma ganda festa ,e onde o Carnaval esteve também presente , sim porque nestas festas ele nem sequer é convidado, faz-se de convidado.

O casamento dos meus amigos Sílvio e Marisa.

Ainda bem que o Entrudo foi ao casamento para ver a grande homenagem que os noivos lhe prestaram ao marcarem as mesas com o nome de algumas marchas.

Por agora despeço-me fazendo votos que estas linhas vos encontrem bem de saúde que nós por cá vamos indo.

“Bái” “Bái”- até à próxima."

António Lopes

___________

E mais palavras para quê? É um verdadeiro homem da Praia!

Um vez mais, um grande abraço e o meu muito obrigado.

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Porta-te bem!

 

Vou ter saudades destas férias, mas acho que a pessoa de quem vou sentir mais saudades, ainda não sabe enviar SMS.

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Beijinhos, e até já. :)

Regresso

De novo com Lisboa à porta.

Domingo, 12 de Abril de 2009

Um post, um vídeo, e um bacalhau roubado…

 

O post é roubado. Mas para quê escrever uma coisa diferente, se já escreveram tudo o que eu queria ter escrito?

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“A internet oferece-nos, por vezes, coisas que nos surpreendem. A mim aconteceu-me ontem à noite. Por mero acaso, veio parar-me às mãos um documentário canadiano, datado de 1966, sobre os pescadores portugueses e a dureza do seu trabalho, na pesca do bacalhau, por mares longínquos.

Tudo neste documentário é de uma simplicidade comovente. As imagens são, simultaneamente, duras e belas. E ali eu revejo-me enquanto cidadão de um País. Mesmo sem nunca ter pescado um peixe…

Neste filme de apenas 15 minutos está retratada, de forma surpreendente, a identidade de um povo. Vale a pena ver aqui.”

post retirado do blog http://hoteldasideias.wordpress.com/ 

obrigado!

Big Brother

 

Enquanto o Moniz não se decide em produzir mais uma série,

…Isto sim, é que é o verdadeiro BigBrother!

[clique na imagem]

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Angústia Básica. (volume 33)

 

42-18770821Aos poucos tudo volta ao seu eixo, como as mulheres a dias que apanham as peúgas e os jornais espalhados pela casa e os voltam a arrumar nos lugares devidos. As mesmas vozes de sempre voltam a ser ouvidas e eu volto a caminhar pelas ruas conhecidas, ainda que cheias de curvas perigosas. O carro retorna para a porta do  prédio, trazendo a liberdade do ir e do vir, se bem que a liberdade não é assim tão grande quando se tem milhares de coisas para fazer num só dia. Com o tempo, até as feridas param de doer, mesmo sem genéricos. O prazo de validade das férias expirou depois de uma semana, mas a vida continua igual. Quando abri os olhos, já tinha acabado. Já tinha passado.

Então, já que nada há a fazer, eu prefiro recomeçar do meu lugar, que por agora, é ali...

Vira do Manelito (o blog do Euromilhões)

 

O Festival de Folclore Tá-Mar 2009 realizou-se este sábado à tarde. A XXII edição do festival realizou-se no areal em frente da Praça Sousa Oliveira.

Além do Tá-Mar, dançou o Grupo Regional de Moreira da Maia e os Ranchos Folclóricos de Penacova; Fazendeiros de Montemor-o-Novo (com uma canção tão catita como “tens rendinhas no teu peito/no teu peito tens rendinhas/tens rendinhas no teu peito/mas essas são minhas!”) e da Casa do Povo de Maiorca.

E como não podia deixar de ser, aqui ficam as fotos…

E adivinhem quem é que eu encontrei com um brinquedinho do antigamente nas mãos… o Sr. Presidente!!! (cá vai uma vénia, caro amigo!)

sr presidente

Boa Páscoa!

A verdadeira Evolução da Dança… (update)

Para quem não sabe, o vídeo mais visto do Youtube, é o Evolução da Dança de Judson Laipply e possui mais de 111,5 milhões de visualizações e quase 120 mil comentários!


Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Chocado (e logo eu que pensava que mais nada me espantaria)

 

Como as revistas de tv têm de vender a qualquer custo, agora vendem-nas à custa (de histórias trágicas de vida) das crianças do programa de domingo à noite da tvi!

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E quem são os culpados?! As revistas?! Não! Os pais e familiares das crianças, que alimentam histórias e abrem a porta de casa!

Uma vergonha…

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

O hambúrguer da Alberta

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Para quem não entende a imagem, vai ter de ler isto e ouvir isto. Depois fica tudo explicado!

fantástico.

Uptade

 

Em relação ao post aí de baixo, se não aguentar de curiosidade… clique aqui! Caso não queira saber,obviamente não clique…

Infelizmente, o coração não aguentou…

 

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Segundo a colunista da E! online, Kristin dos Santos, alguém vai morrer na série deHouse, mas vai ser uma morte que nos vai deixar surpreendidos. Aqui ficam as pistas…

  1. Vai ser uma pessoa que ninguém esperaria que morresse.
  2. Não será ninguém no qual tenha havido rumores sobre deixar a série.
  3. Vai ser uma pessoa que nos vai deixar de boca aberta.
  4. A morte dessa pessoa vai apanhar todos de surpresa.
  5. Ninguém vai conseguir prever nem impedir essa morte.

Quem é que vai morrer?

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Absolutamente silenciosa.

 

PREDICTIVE LIVING

by Damien Jurado


Predictive Living - Damien Jurado


Moving back, chairs broken and stacked
I can't seem to shake the fix I'm in
Better words that were sung or heard
Years before me
Still I do my best
pushing pens to breast
Cut out signals left
Just when you thought you had me pegged
Thinking I'm the same
Then I go and change
Three become a name
Chords just rearranged
Rhythm shoes and windows to see through
Another jealous husband to be killed
Better words have been sung out of tune
I'm happy in this hotel once again
Forcing thoughts to pen
Rehearsals for the end
[ Damien Jurado Lyrics are found on www.songlyrics.com ]
Just when you thought you had me pegged
Thinking I'm the same
Then I go and change
Three become a name
Chords just rearranged
Never kill the manufactured feel
And so no longer matters in the end
Better words you're never gonna hear
Mrs. Jones your son crossed to the bank
Still he must give thanks
The money's all been made
Just when you thought you had me pegged
Thinking I'm the same
Then I go and change
Three become a name
Chords just rearranged

Assassinaram o camarão!

 

Já no final do casamento, alguém resolveu levar uns restinhos de frutos do mar para casa.

O arrependimento matou-o, mas o vídeo já estava feito! ;)

my TWITTER

 

No inicio estranhei. Agora entranhou-se.

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Manelito já está no Twitter!!! E não venham para cá dizer que o twitter não serve para nada e tal e tal…

Quero lá saber!…

Olha o passarinho!

 

E como não há casamento sem fotos…

 

Politiquices e verdades

 

Um texto com –quase– teor político, a ser publicado no MAIS REGIÃO…

 

Quem MORA aqui, reclama

5402_lEstou de férias por estas bandas e há coisas que não entendo.

Talvez me esclareçam, se eu perguntar…

No site da Câmara Municipal de Mora, pedem-nos para responder a um breve inquérito que nos pergunta, assim do pé para a mão, quantas vezes costumamos passar por aquele sítio da internet. Várias vezes por dia, uma vez por dia, várias vezes por semana, uma vez por semana, várias vezes por mês, uma vez por mês, raramente, não faltam por lá opções! É à escolha do freguês! Mas, mesmo tendo respondido prontamente ao que me foi pedido, as dúvidas subsistem na minha cabeça perversa: 1. Para que é que serve essa pergunta; 2. Será que as pessoas ainda se dão ao trabalho de visitar o referido site, sempre desactualizado; 3. Porquê amarelo?

Ainda no mundo cibernético, há por aí um blog que anda a bater constantemente nas políticas, decisões e trabalhos da autarquia morense. Nada lhe escapa! Até se dá ao trabalho de ir a lixeiras fotografar, procurar aterros e sinais partidos, passadeiras apagadas e picuinhices de quem não tem mais nada que fazer. Cheira-me a ordinarice barata de quem tem aspirações de poder mas não tem como a alcançar. Seja justo, homem. Nem tudo pode ser assim tão mau e dê a mão à palmatória…

A senhora presidente da junta de freguesia de Cabeção (se não foi ela, então não sei quem foi, e desde já as minhas desculpas), resolveu há um tempo atrás tornar de sentido proibido a principal artéria da vila. Uma decisão completamente idiota (para juntar a mais algumas), que nos obriga a percorrer metade da vila (em ruas onde carros estacionados dificultam a visibilidade) para chegar ao destino. Eu sei que se investiu bom dinheiro a requalificar a Eira do Quarto, mas daí a quererem obrigar – à força – as pessoas a passarem por lá, parece-me despropositado!

Voltando a Mora, parece-me que, cada vez mais, a autarquia se apoia no Fluviário para mostrar trabalho feito. Aquilo está bonito, já sabemos. É ou foi visitado por milhares, já sabemos. Ganhou um prémio de melhor museu do país, já sabemos. É muito caro, já sabemos. É sob valorizado, já sabemos!

Está feio, horrível, aterrador, grotesco, todo aquele aparato à entrada da vila de Mora. Rotundas novas, sinais amarelos com peixes e rãs capazes de fazer vomitar qualquer um à sua passagem, mais rotundas, ainda mais rotundas, uma pista para caminhada dividida em várias partes (!), e muitos trabalhadores da CMM semi-parados.

E porque não podia deixar de comentar, será que a Casa da Cultura de Mora não tem mais nada para oferecer aos seus utentes do que contos e historinhas infantis? Eu bem sei que a leitura é de extrema importância, mas onde andam os bailados, os concertos, as exposições, e toda a cultura que poderia realmente encher uma casa? Fraquinho. Muito fraquinho.

Obviamente que não me esqueço  que estamos em ano de eleições e matérias como esta podem comprometer uma nova recandidatura. No entanto, ao contrário daquele outro senhor do blog, eu estou disposto a meter mãos à obra, mostrar as minhas ideias e esclarecer as questões pertinentes com os devidos responsáveis. Não me julguem nem me repreendam. Convidem-me para uma reunião!

Domingo, 5 de Abril de 2009

Update

 

Ontem foi dia de casamento.

Hoje foi dia de dormir.

Amanhã é dia de qualquer coisa.

A ver vamos…

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

qUESTIOn

 

 

Que Primavera é esta, que me parece mais fria do que um Inverno rigoroso?!

Nada de dramas. Fica-se em casa e assiste-se a um filme pirateado, no quentinho do sofá.

14dkf85“Quem quer ser bilionário?” (Slumdog Millionaire) - obviamente que toda a história é mais que ficcionada, numa plausivel sociedade Indiana. Uma mistura de realidade crua com fantasia de bollywood,  que deu origem a um filme fantástico! – mereceu o óscar, sim senhor! E os miúdos das primeiras cenas do filme também mereciam um! Incriveis!…

Nem preciso revelar que a cena final do filme (já durante a ficha técnica e onde todos os actores fazem uma dancinha das Indias) é uma das minhas favoritas! O que eu dava para conseguir decorar aqueles passos todos…

Faça o download do filme completo aqui.

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

OFF

 

Chamem-lhe férias, interrupção, ou o raio que os parta! O que interessa mesmo são os dias livres que aí vêm…

 

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