Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Tou agora a passar na Amadora, daqui a 5 minutos estou aí…

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“A Direcção-Geral de Saúde revelou hoje que a Escola EB 1 Mina de Água, na Amadora, foi atingida por um surto de gripe A, depois de quatro casos de infecção pelo vírus terem sido confirmados com análises.
Os casos foram detectados na quarta-feira, mas só hoje foram confirmados. Em declarações à TSF, uma representante da DGS confirmou o surto. "Os dados que temos, neste momento, apontam nesse sentido. Temos algumas análises positivas, alguns meninos doentes a faltar à escola e estamos em pleno estudo do surto", explicou Etelvina Calé à estação de rádio.
Apesar do surto, avançou ainda a responsável, a escola não será encerrada para já.”

in IONLINE

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

a árvore

Corre o vento veloz, contrastando com a serenidade dos resquícios de sol que ainda nos queimam a pele quando afastamos a cortina que cobre a janela da sala. Lá fora, por detrás do vidro transparente, a árvore contempla as folhas que se soltam de si, relevando no seu âmago uma espécie de impotência feliz. O vento sopra com força para se fazer sentir depois de uma estação adormecida. Sopra intensamente para derrubar da árvore as folhas caducas que recordam momentos esbatidos, cinzentos, que contrastam com o seu porte. / Soltam-se então algumas folhas. Perdem-se outras. O vento estranha a impotência da árvore e afasta-se do estado moderado. Sopra agora forte, fazendo sentir a sua presença e fazendo a árvore acreditar que está livre, como ele próprio. / A árvore parece ter esquecido o vento. Resguardou-se por entre as folhas e julga-se protegida. Mas nunca esteve. / Antes de voltar a ser vento, o vento foi brisa. Uma brisa presente até nos dias mais quentes, apesar de aparentemente distante. / Ninguém sabe o que acontecerá a esta árvore de Outono. Nem ela própria. A mudança de direcção e de intensidade do vento parecem assustá-la e por isso apressa-se a desfazer-se das folhas secas. / Liberta as folhas secas e as folhas belas que também são secas. Liberta as folhas despedaçadas e sem dar conta acaba também por libertar as outras, de cores quentes, pintadas pelo sol e que se misturam entre si. / O vento sopra com vontade. Para mostrar que voltou, trazido pelo Outono. Não traz catástrofes nem desastres naturais. Traz apenas o vento que já devia ter soprado há mais tempo. / A árvore, aparentemente forte, parece agora não se incomodar com o baloiçar dos seus ramos. Talvez não se incomode mesmo. Talvez se tenha habituado à sua presença ou à sua ausência. / Mas o vento, como é vento, não tem como desistir. Não tem como parar de soprar. Continua a fazer baloiçar a árvore numa dança fenecida com o aproximar de outra estação. / O que o vento não esquece são as folhas quentes pintadas pelo sol de que a árvore aparentemente se desfez. Guarda-as a todas, num montinho de folhas semeado na memória e espera juntar-lhe muitas mais. Pedaços da árvore, quentes, vividos, presentes, eternos. / E a árvore? É a árvore o mais importante. Mais do que o vento, mais do que folhas secas, mais do que tudo...



Outono - Tiago Bet...
há letras de músicas que não precisam de mais nada...

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Intenso


Meus amigos, há tanto tanto por contar e tão pouco tempo (e saldo de banda larga)... Por isso vou fazê-lo mais tarde, assim que possível. Estou desertinho de contar tudo tudo sobre isto. Também sobre isto. Sobre isto e isto.

Foi um fim-se-semana daqueles.

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Ele há com cada uma :)

 

Nunca mais me havia lembrado de que tinha concorrido a este passatempo.

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Achava mesmo que a minha participação tinha sido fraquinha fraquinha e feita em cima do joelho…

GPS VOBIS - maneli...

Mas 4 meses de depois (hoje) recebi a boa nova: um cartão com 200 euros para gastar na Vobis, correspondente ao 1º prémio do concurso!

VOBIS

Bom, não é?!

:)

Spiral

 

18 O que ouvi agradou-me. Bem, na verdade não percebi metade (pois eu e a língua inglesa temos andado desde sempre de costas voltadas), mas o som, a musicalidade, agradou-me…

Hoje, se não tiver o que fazer à noite, ou mesmo que tenha (desmarque) e vá até à Fábrica Braço de Prata em Lisboa, por volta da meia-noite, para poder surpreender-se com a actuação da banda “Spiral”.

Beyond the horizon

Agora já sabe. Deixe-se de tretas de estar em casa e vá divertir-se! (onde é que eu já ouvi isto?). Se não tiver como ir, faça como eu e uns quantos: Aluguem um autocarro à Barraqueiro! (private joke to SR)

O João (esse rapaz aí de baixo) e o resto da Spiral ficarão felizes por vos ver por lá!

Já agora…

- João, e que tal a quiche da “patroa Sandra”?

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Pois é! Há reacções que valem mais do que mil palavras!

 

Então, muita merda e até já. (também se deseja isso aos músicos ou é só aos actores?! Se não, aqui ficam as desculpas…)

Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Amnésia e Leopoldina

 

42-16805597 Chegaram as duas no mesmo instante. Altivas, confiantes, no alto das suas sandálias compensadas. Empurraram com cuidado o portão que se soltou lentamente, deixando um chiar no vento e no ouvido a fazer lembrar as cornetas anunciadoras de boas novas, utilizadas nos contos bíblicos. Caminharam devagar pelo pátio, de nariz torcido, contemplando o espaço e cochichando no silêncio. Não sorriam. Traziam no olhar uma tenebrosa revolta dirigida a qualquer coisa. Não pareciam pessoas. Pareciam bonecas de porcelana, antigas, vestidas em tons pastel e de cabelo impecavelmente penteado. Pararam no meio do caminho. Respiraram fundo, pousaram as pastas no chão e com a testa enrugada dirigiram o olhar para o vazio, acabando por pousá-lo na D.Rosa que, sentada na secretária à entrada da escola, reparava no espalhafato da chegada das novas professoras.

Era só o que me faltava, pensou a D.Rosa enquanto se levantava e se dirigia até à porta. Já cá havia poucas, agora mais estas.

As duas mulheres aproximaram-se da porta de entrada quando a D.Rosa se apresentou. Boa tarde, sou a auxiliar Rosa. Posso ajudar? As senhoras são as novas professoras?

A mulher mais jovem assentiu com a cabeça e estendeu a mão. Leopoldina, muito prazer. Sem fazê-la esperar muito, a D.Rosa agarrou-lhe a mão com vigor e enquanto a sacudia disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça. Leopoldina?! Como a avestruz do continente?

Já não é a primeira pessoa que me pergunta isso, respondeu a mulher ostentando um semblante fechado. Sim. Mas respondo-lhe que sim. Leopoldina como a avestruz.

Agora só faltava a senhora chamar-se Popota, disse a auxiliar, por entre gargalhadas, à mais velha das senhoras. Isso é que ia ser bonito. Isso é que era.

A mulher de cabelo grisalho não sorriu. Não respirou. Não fez qualquer movimento. Abriu os olhos verdes o mais que pôde e perguntou à auxiliar em tom ríspido - a senhora não nos vai mostrar a escola? 

A D.Rosa sentiu que naquele momento tinha ido longe demais. Devia ter previsto que as novas professoras não exalavam simpatia nem tão pouco dispunham de humor suficiente para entender e perdoar as suas piadas espontâneas. Ó professora não fique zangada. Não me ligue. Eu digo aquilo que penso. Peço desculpa. Mas diga lá se não era uma moca se a senhora se chamasse Popota, ou Maria da Popota, vá lá

Leopoldina olhava-as em silêncio, abismada com o atrevimento da auxiliar. Trazia no corpo um vestido de seda cor-de-rosa até aos joelhos e colares e pulseiras em doses generosas. Nas orelhas baloiçavam uns brincos de prata com estrelas penduradas. A minha filha é que ia gostar desses brincos, disse-lhe de rompante a D.Rosa. A minha filha também é professora. E também gosta de estrelas. E de brincos. E de cor de rosa. E de pouco mais do que isso pois desde pequenina que é muito esquisitinha.

Vamos entrando? Perguntou a mais velha das novas professoras, tentando calar a mulher. Vamos. Mas ainda não me disse o seu nome, professora. Leopoldina mordeu os lábios e olhou fixamente para a sua companheira. Tinha um ar preocupado. Como se uma bomba estivesse para rebentar ali mesmo a seus pés.

Amnésia, respondeu a professora vestida de negro. Desculpe?! Perguntou a D.Rosa. Amnésia. Voltou a responder a professora. Amnésia o quê professora!? Não percebi o que quis dizer.

A professora baixou o tom de voz e de convicção, olhou pela primeira vez nos olhos da auxiliar e disse num só fôlego D.Rosa o meu nome é Amnésia.

Amnésia?! E ainda se queixou quando lhe chamei popota? Isso lá é nome que se tenha!?…

(to be continued)

 

[história ligeiramente inspirada em factos reais. E sim. Amnésia e Leopoldina existem]

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Vamos lavar as mãos?

 

Dar aulas no centro do alarmismo (justificável) da gripe A é uma tarefa francamente diferente.- para não utilizar outro adjectivo menos convencional.

Mas não há-de ser nada. Tudo vai correr bem…! Pelo menos estamos a lavar as mãos em ritmo alucinado e esperamos matar todos os bicharocos antes deles saltarem para o bollycao!…

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Promessas tardias, bafientas e com sabor a nada

 

O Sócrates é esperto mas a mim não me engana…

ministra “Maria de Lurdes Rodrigues nunca mais. Se o PS ganhar as eleições, Sócrates não reconduzirá a ministra que funcionou como o seu alter-ego na reforma da educação, que o primeiro-ministro desde o início definiu como prioritária ("determinação", "não ceder às corporações", "rumo", "convicção", etc.).
Como todo o processo está a ser cobrado com juros altos e fez o PS alienar grande parte da influente classe dos professores, resta agora a Sócrates tentar sugerir, no sprint final, que um voto no PS não é um voto em Maria de Lurdes. Ao que o i sabe, a ministra da Educação não está ofendida com o despedimento: perfeitamente consciente dos estilhaços políticos que o seu mandato provocou, também não tem qualquer desejo de vir a ser reconduzida. Ocupa-se agora em "terminar o mandato como dignidade": assegurar que o ano lectivo começa sem sobressaltos.” – in Jornal i

 

E quem me diz a mim que ele não tem uma Maria de Lurdes Rodrigues II escondida no bolso do casaco Prada?

Domingo, 13 de Setembro de 2009

Manelito esmiúça (ainda) os sufrágios

 

E haverá cartaz mais assertivo do que este?

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Manelito esmiúça (outra vez) os sufrágios

 

Enquanto o Ti Barroso não se decide a apresentar os cartazes, aqui fica uma sugestão baseada nos cartazes da Manela, que ele conhece tão bem…

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Manelito esmiúça (também) os sufrágios

 

 

O outdoor que encima a rotunda para o Sítio da Nazaré foi vandalizado por um grupo de arruaceiros que se divertem cobardemente a estragar um trabalho que, em democracia, tem de ser respeitado.
As pichagens inscritas no placard de Vítor Esgaio compromete somente quem se entretém a denegrir aquilo que nós todos temos de mais valioso: a liberdade de expressão.”
 
in http://vitoresgaio.net/

Pois bem, condenando desde já o que esses marginais pouco criativos fizeram, o que se segue em baixo trata-se disso mesmo: liberdade de expressão! Nada de ofensas ou de moços crescidos a fazer beicinho!

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O Manelito inspirou-se ligeiramente nisto. Desde já os meus perdões pela tão pouca criatividade!

Que venham agora os próximos cartazes dos candidatos! Até já estou a ter uma ideia para o do Ti Barroso…

Cinema e madalenas.

 

Não vou explicar a cena das madalenas. Vejam o filme e percebam-na. Filme brilhante, diga-se de passagem.

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

 

 

Talvez ele esteja certo.

09-09-09

 

Ei, já repararam na data de hoje?

2009-09-09_202925September 9 is the 252nd day of the year (253rd in leap years) in the Gregorian calendar. There are 113 days remaining until the end of the year.

O barco

 

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Lá vou eu, devagar, rompendo entre as águas escuras que nem os raios de  sol conseguem trespassar. Embatem, reflectem e formam um brilho intenso com sabor a nada. Lá vou eu, devagar, num barco perdido, desconhecendo o destino. Levam-me as correntes das águas que se confundem com outras correntes que me amarram sem me roçarem nos pulsos. Revejo a gaivota solitária que paira sobre mim, emitindo sons de distância, de abandono, de protecção às vezes. Sinto gotas de água na cara. Frias. Salpicos. Salpicos salgados que escorrem e se confundem com as outras gotas salgadas que dão forma ao suor do meu esforço. Não, não são lágrimas. Depois, daqui a uns dias, levantar-me-ei e avistarei oásis de terra, de terrenos planos e verdes, de rochas cinzentas encrespadas e altivas. Mas serão apenas isso? Oásis?

Wish you were here

LISTEN

Bee_Gees_-_Wish_Yo...

SING

Youre living your life
In somebody elses heart
My love is as strong
As oceans are far apart.
A summer song keeps playing in my brain,
And I feel you, and I see your face again,
Theres no escape,
I lost everything in losing you.
Ah I wish you were here,
Drying these tears I cry
They were good times,
And I wish you were here
And calling my name,
But youre dealing with a man insane, the cost,
How hopelessly Im lost,
I tried to throw our love away
And I cant let go.
Verse 2:
And so I awake
In somebody elses dream
(its not what it seems)
Its only a lie
Ive yet to decide whos real.
The blood red rose will never never die
Itll burn like a flame
In the dark of the night
Im not afraid
Id give everything
If you hear me there.
Chorus 2:
Ahh I wish you were here,
Drying these tears I cry
They were good times,
Its that time of year
For being alone
But youre dealing with a heart of stone
Try to kiss and say goodbye
Try to throw our love away
And that storm will blow.
Wish you were here.
Wish you were here,
cause youre dealing with a heart of stone
Try to kiss and say goodbye
Try to throw our love away
And I cant let go.
They were good times
And I wish you were here,
Yes, I wish you were here.

Outra foto, porque sim

 

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Diário de Campanha

3 coisas que ficámos a saber sobre Paulo Portas:

  1. Come sushi
  2. Come tostas
  3. Come salada de agrião

Estas pareceram-me as mais importantes. Se quiserem saber mais e rir um bom bocado (com o rídiculo das palavras e das imagens) não deixem de ver…

“ONDE ESTÁ O SUSHI ?!?!?!”

Aqualuz

 

Hoje na escola falava-se na viagem de final de ano do corpo docente. Imagine-se… Ainda agora chegaram e os professores já falam em Spas e fins de semana de relaxamento em pleno Julho…

Eu, por mim, como gosto de planear tudo com antecedência (pois pois), já fiz a minha escolha:

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  Mas até lá faltam 11 meses de aulas. Coisa pouca. Onze meses.

E onde fica o paraíso? Aqui.

Janelas

 

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Sentir de novo tudo outra vez. Ou então sentir diferente. Sentir do outro lado da janela, outrora aberta.

Sentir devagar para não perder nada. Sentir devagar para que a mesma janela não se feche bruscamente partindo a vidraça.

Sentir assim, ao sabor do tempo. Sentir cauteloso. Sentir mais, esvaziando os medos.

Sentir.

Sentir… ao sol…

Sentir……

Domingo, 6 de Setembro de 2009

Voltei, voltei de lá

 

E que bem sabe reencontrar aqueles que amamos. E que bom que é voltar a abraçar, ver sorrir, sentir o cheiro e o calor. E que maravilhoso é matar saudades com beijos, com palavras, com olhos pregados noutros. E que feliz fim-de-semana eu tive…

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PS. Obviamente que, para tal avaliação, não contribuiu o facto do meu pai me ter “obrigado” a ir ajudar na vindima… (ai as minhas costas!)

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Um copo de sol

Ouvi dizer que agora é que o Verão está a chegar...

Alegre-se então ao som do fabuloso Pedro Moutinho, fadista que descobri recentemente e cujo álbum Um Copo de Sol passou rapidamente a ser por mim considerado uns dos melhores trabalhos de fado de sempre.
Para além da faixa que apresento, aconselho a que ouçam com atenção as faixas Vou-te levando em Segredo (com letra de Tiago Bettencourt) e Passo Lento (com letra de Ana Carolina e música de Rodrigo Leão). Soberbas!