generosidade
s. f.
1. Qualidade daquele ou daquilo que é generoso; acção! generosa.
2. Liberalidade.
3. Magnanimidade.
generosidade
s. f.
1. Qualidade daquele ou daquilo que é generoso; acção! generosa.
2. Liberalidade.
3. Magnanimidade.
E o que dizer deste site?
Gosto bastante. Simples, fluído, de fácil leitura, bem organizado, visualmente cuidado…
Deixa a anos luz o sítio da Rádio Nazaré… mas pronto, não vou bater outra vez no ceguinho!
O melhor dos Blogs sobre a Nazaré, sempre em grande: então não é que o Imagens com palavras (do meu caro Balau – com o qual partilhei nos últimos dias uma experiência gastronómica no facebook), descobriu que o menino Slater andou surfando na Nazaré “lá ao sul”? Muito bom. Muito bom.
E se pegassem nesta modinha ridícula do HALLOWEEN e a enfiassem naquele sítio, com vassoura e tudo?…
Não há pachorra! Bem sei que é a globalização a dar cartas e o que hoje é nosso amanhã é de todos, mas valha-me santo Deus… com tantos dias decentes “para importar”, foi-se logo importar o dia das bruxas? Pela alma de quem?!
Quantas vezes acabamos caídos no chão, inconscientes, sedentos de paz?
Este vídeo deixou-me a pensar tanta coisa, mas tanta coisa, que nem uma tonelada de analogias conseguiria resolver. A analogia da escuridão, a analogia da força, da persistência, do amor, da ajuda, da vida, do sofrimento, da amizade, da coragem, da dúvida, da contracção, do desconhecido, do “onde foste?”…
Tinha quase a certeza de que já tinha ouvido ou lido este título há muito tempo atrás. Suspeitei mesmo que Lobo Antunes se tivesse apoderado de uma espécie de plágio. Não. Nada disso. Depois de ter dado voltas à cabeça, lá se fez luz! Eu explico...
“Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008 – Revista VISÃO
E aqui anda a noite à roda, à roda e eu com ela como um papelinho com que o vento brinca, apanha-me, larga-me, empurra-me, corre, mais adiante, a prender-me nos dentes, esquece-se de mim, torna a lembrar-se, poisa-me uma pata em cima, vai-se embora. O vento. Em certas alturas, dantes, na casa velha dos meus pais, estremecia os caixilhos, na de Nelas batia um ramo contra a janela e eu deitado no escuro, com medo, enquanto o ramo falava sem cessar. Dizendo o quê? Nunca entendi o vento. Ontem, no fim do almoço das quintas-feiras no restaurante onde me junto a um grupo de amigos, o Vitorino e o Janita Salomé cantaram uma moda de Natal onde, a propósito dos Reis Magos, a letra pergunta que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar? Eles dois um grupo inteiro, a voz do Janita borda por cima da voz do irmão e nós a escutarmos, encantados. Estes dois versos não me largam: que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar? Gostava de usá-los como título de um livro: tocaram não sei onde, no mais fundo de mim, e eu comovido como tudo, com lágrimas dentro. Porquê? Vou repeti-los mais uma vez dado que não cessam de perseguir-me: que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar? É quase Natal, uma época em que me lembro ainda mais do meu avô. Ruas iluminadas que tornam a noite triste, grinaldas de lâmpadas, uma festa que tremelica no escuro. Há horas recebi a notícia da morte do meu editor francês, Christian Bourgois. Era meu amigo, trabalhávamos juntos há vinte anos, depois da sua operação ao cancro fui por diversas ocasiões a Paris estar com ele. Uma manhã disse-lhe
- És um grande editor
ele respondeu
- Não há grandes editores sem grandes autores
e a modéstia das suas palavras alegrou-
-me. Tinha um imenso faro para descobrir talentos, não se tornou nunca um comerciante, os livros constituíram sempre a sua razão de ser. Não há muitos editores que eu estime e respeite. Que horrível coisa perder um amigo: e as grinaldas de lâmpadas a tremelicarem no escuro, a tremelicarem no escuro, a tremelicarem no escuro.
A melancolia das lâmpadas, gente por todos os lados, enervada, com pressa. Desde que cresci o Natal tornou-se uma multidão de gente enervada e com pressa. Que não fazem sombra no mar. Não fazem sombra em parte alguma, zangam-se apenas: deve tratar-se do espírito da quadra. Não fui eu que perdi um amigo, foi o Christian que perdeu tudo. Canta, Janita: que cavalos são aqueles? Negócio sinistro, o da Literatura, as maldades, os meandros, o dinheiro.
A quantidade de alturas em que me vêm ganas de não publicar mais nada. Isto para não falar daquilo a que chamam autores. Mas noventa e nove por cento desses, tal como a multidão de gente enervada e com pressa, não fazem sombra no mar. Há tão poucos escritores capazes disso. Canta, Vitorino: cubram-me de Alentejo até não sentir frio, de oliveiras a perder de vista, de campos. Quero ser um papelinho que o vento apanha e larga, empurra, prende nos dentes, esquece, quero um ramo contra a janela a falar sem descanso. Dá-me uma mãozinha, Janita: que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar? Ainda o fim-de-semana passado, na foz do Douro, ondas enormes. Um quarto para as palmeiras, as ondas. Depois das ondas ficava a espuma sozinha, pendurada no ar. Em que me penduro eu, em que nos penduramos nós? Dá-me ideia que com o tempo vou ganhando uma solidez de pedra. Mesmo ao mover-me fico. Quando eles cantam as veias do pescoço engrossam, os olhos mudam, fitando para dentro. Beja à distância, alargando-se devagar. Sinto--me eterno em Beja. O hospital cheio de doentes onde fui por causa do ouvido. Será impressão minha ou as mulheres, nas terras pequenas têm mais beleza? No Algarve, por exemplo, na Póvoa de Varzim. No Montijo, onde trabalhei no regresso de África? Pântanos, água, barcos moribundos, só costelas. Pássaros que não conhecia. Uma tarde, na margem sul do Tejo, um cavalo branco atravessou de súbito a estrada, a galope, de crina longa que dançava. Tratar-se-ia de um dos bichos da moda? Devia tratar-se dado que continua a fazer sombra em mim.
E agora? Acende um cigarro, António, prepara o final: uma coisa que se veja, bonita, serena. O quê? Como? Rumores, rumores, escuto silêncios que conversam, vozes que não há, escuto cheiros e cores, sinto-os na língua. E escurece: hoje é o dia mais curto do ano, vinte e um de dezembro. Dezembro com minúscula, sempre escrevi os meses com minúscula. Nasci em setembro, as vindimas sou eu. Lá vinham os carros de bois com as pipas, lentíssimos e eu a pasmar para um pedaço de mica. Os reflexos da mica.
A serra azul. O rápido das seis. Vagabundos a atravessarem o pinhal, cheios de raiva. De bordão e barba. Os capotes rasgados e por baixo não as camisas, a pele. Pensando bem são eles os cavalos que fazem sombra no mar, os Reis Magos. Trazem oiro, o incenso e a mirra embrulhados em papel pardo. E eu nas palhinhas, nu, a sorrir-lhes.
António Lobo Antunes”
Reparem então em como funciona o cérebro e a vontade de António Lobo Antunes. Na semana passada, na RTP, confirmou à Judite de Sousa que havia escrito o seu novo livro em apenas dois meses. Esqueceu-se porém de contar que o título desse livro tinha já surgido na sua cabeça em Janeiro do ano de 2008… Não que isso seja muito importante, mas é engraçado constatar o quanto os fantásticos livros do António podem surgir de um quase nada que ele fará o favor de transformar em arte.
Update: Depois de um comentário aqui no estaminé, fui confirmar e realmente quem o escreveu tem razão: não foi o Lobo Antunes que escreveu o livro em dois meses mas sim o Saramago (o polémico título CAIM). Ok. Aqui fica a errata e o pedido de desculpas... Mas mesmo assim isso não muda nada. O que eu queria mesmo era mostrar como surgem na cabeça de A.L.A. os seus livros. E acho que, pelo menos isso, consegui...
Ao leitor atento, obrigado.
Para aqueles milhares que aderiram ao facebook mas que não estão minimamente interessados em saber que o amigo não-sei-quê comprou uma vaca para o farmville ou que a amiga não-sei-das-quantas respondeu a um teste onde lhe foi dito que, caso fosse um fruto, seria um pêra rocha, deixo-vos aqui o FACEBOOK sem mariquices.
Não há como reclamar, preenchendo o livro de reclamações e tudo…
Há alguns dias atrás, um comentário anónimo aqui no blog (o qual agradeço) alertava-me para o facto de que na página oficial da Meia Maratona Internacional da Nazaré aparecia um cartaz da maratona de 2009 que não era mais do que uma cópia (barata) alterada do cartaz do ano passado…
Ora eu, que demorei dias a fazer o cartaz oficial, fiquei completamente transtornado com o sucedido e fui reclamar!
Agora, depois dos meus “inchentes”, já está tudo resolvido: Cartaz no sítio oficial e ainda, de brinde, o cartaz também no site da rádio…![]()
E agora digam lá se o cartaz não está fantástico? (mesmo que não digo eu vou continuar a achar que está, com toda a certeza)Esperem então para ver os próximos que se seguirão…
Novo horário, dias mais pequenos, quase quase a tocar o Natal. Mais uma semana à porta…
Espero que esta seja um bocadinho (grande) melhor.
Até já!
Faz amanhã (dia 20 de Outubro) precisamente quatro anos que Paulo Bento chegou a Alvalade. Nessa altura trazia um desejo enorme de vitórias, mas a única coisa que ele conseguiu ganhar foi o título de pior penteado da 1ª liga. Ou será que me estou a esquecer de alguma coisa?
Uma vez mais arrisco a escrever sobre futebol porque desta vez até me parece fácil. Os últimos quatro anos do clube de Alvalade foram tão mortiços que até eu sei contar a história.
Perdoem-me os sáurios que gastaram dinheiro em gameboxs, mas mais valia, em vez disso, terem comprado uma PowerBox para verem os jogos do Benfica na BenficaTv. Desgraça por desgraça, pelo menos no meio de tantos benfiquistas não se sentiriam tão sozinhos.
Neste momento, no reino esverdeado das desilusões futebolísticas, enquanto uns acenam com lenços brancos ao treinador, outros defendem-no com garras e dentes (ahh leão!). Paulo Bento, esse, continua, obviamente, tranquilo. E tem razões para isso! A qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões já lá vai. Na liga Europa o Sporting encontra-se no Grupo D (D de desilusão) e vai enfrentar equipas tão temíveis como FK Ventspils ou SC Heerenveen (equivalentes ao Desportivo das Aves e ao Torre de Moncorvo da Letónia) , depois, os maus resultados na Liga portuguesa, com a equipa já a 10 pontos da liderança, após sete jornadas, deixam definitivamente Paulo Bento numa verdadeira tranquilidade. Ele não se está para chatear, pá.
Senhor Fernando, 45 anos, talhante de bigode farto, morador na Damaia e sócio 2984 do Sporting vai mais longe nas suas afirmações: “A culpa de tudo o que se está a passar é do Pedro Barbosa. Aquilo não é director desportivo não é nada! Aquilo é uma cópia barata do treinador! Que percebe ele de jogadores e de futebol?”.
Não querendo deixar o nosso queixoso sem resposta, prontamente analisámos a suspeita de cópia barata de treinador. Evidência 1 - iniciais: Paulo Bento (PB) , Pedro Barbosa (PB) – confere!; Evidência 2 – passado futebolístico: Entre 1991 e 1995 Paulo Bento jogou no Vitória de Setúbal e nessa mesma época Pedro Barbosa jogou no… (imagine-se) Vitória de Setúbal – confere!; Evidência 3 – Penteado: É preciso dizer mais alguma coisa?! A tragédia capilar é cópia perfeita! – Confere, pois!
Toda esta teoria poderá ser uma pista para o desastre verde e branco mas ao que parece a crise do SCP fora provocada pela má qualidade de alguns jogadores que coabitam na jaula dos leões! Segundo quem realmente percebe de futebol, jogadores como Grimi, Caceido, Caneira, Abel, Pedro Silva deveriam ter sido desprezados na pré-época pelo treinador. A única tranquilidade que nos dá é sabermos que agora, com a nova lei dos animais no circo, estes pobres coitados estão proibidos de se reproduzir!
Contudo, Bento não está mesmo preocupado. O eterno “segundo lugar” da primeira liga (há quatro anos que é assim, logo depois dos Dragões) ainda conta com uma lista infindável de desculpas para utilizar durante a presente época: relvado em más condições (esta já utilizada no último jogo para a Taça de Portugal), culpa da arbitragem, culpa dos adeptos por falta de apoio, culpa da direcção, culpa dos jogadores, culpa dos dirigentes, culpa das senhoras da empresa de limpeza que limpam as bancadas do estádio, culpa da comunicação social, culpa da crise económica, entre tantas outras, mas nunca culpa dele…
Aliás, e para aqueles que achavam que este era apenas um texto dirigido à lagartagem, aconselho também os lampiões a tomarem nota e a decorarem todas estas desculpas. Acreditem que todas elas, mais tarde ou mais cedo, vos serão úteis… Sim sim… Ou acham mesmo que essa vossa euforia benfiquista vai durar até ao Natal?
Texto brevemente publicado no jornal MAIS REGIÃO.
“O Instituto de Meteorologia prevê o regresso da chuva a partir de segunda-feira à tarde, acompanhada de uma descida das temperaturas. Para terça-feira, o estado do tempo irá agravar-se.”
in TSF
Hoje é um dia daqueles. Um dia onde a cabeça contradiz o coração e onde o coração e a cabeça parecem ser de planetas diferentes. Não é um dia triste, nada disso. Não é a chamada angústia, nada disso. Os sentimentos são outros. São sentimentos que atravessam os tempos e que de quando em vez se sentam a meu lado. Ao lado da minha cabeça. Ao lado de nós, como agora.
Amanhã é mais um dia de sol temperado de aragens frescas. Um início de vida igual a tantas outras que a precederam. Voltará a cabeça ao lugar, em sintonia com o coração. Voltará aos poucos, vinda de outro planeta…

Eu, que tenho um blog para sustentar, não devia ser um pouco mais cordial e visitar de quando em vez outros blogs meus vizinhos, deixando até comentários?
Pois devia. Mas não me apetece. Nada. Não me apetece ler sempre os mesmos textos, as mesmas queixas, as mesmas cores, as mesmas fotos. Estou-me nas tintas para isso. Digam o que quiserem, escrevam o que quiserem, quero lá saber. Não me interessa a vossa opinião e acredito que também não vos interesse a minha. Aliás, agradecia que não vos interessasse.
Sou um pouquinho anti-social, eu sei. Talvez até estúpido ou arrogante. Mas fazer o quê? Se não gosta clique aí nesse X do canto superior direito do seu ecrã…
Desculpem carregar o blog com vídeos mas muitas vezes, depois de os ver e de ter ficado encantado com eles, acho que devem ser partilhados. Este é mais um desses vídeos.
“Auntumn Story” (História do Outono) foi realizada por Lucinda Shreiber e Yanni Kronenberg, que utilizaram giz e vários quadros negros para dar vida a uma história animada sobre a estação. Foram feitas cerca de 2.000 ilustrações individuais para acompanhar a melodia e seis meses de dedicação.
A música pertence ao álbum “The Bowery”.
E ao que parece tudo fica na mesma. Quer dizer, quase tudo… pois ficaram por aí sapos enormes que têm de ser engolidos por alguém!
Esperem lá… é impressão minha ou alguém teve uma maioria absoluta!?
Ah pois é…
E quanto ao vencedor, Ti Barroso, aqui fica o cartaz de felicitação produzido pelo Manelito…
E vá lá… continue o bom trabalho! Faça uma limpeza lá “em casa” e chame para perto de si quem realmente trabalha e merece.
Até breve.
Estão a ver por que razão as sondagens são sempre uma autêntica treta?…
Empate técnico ou maioria absoluta?
Fonte: Blog Gargol
Com tanta buzina ia jurar que tinha casado alguém. Mas logo a minha vizinha me esclareceu: “é o casamento do Esgaio!”…
Pois, soube agora que, à falta de orçamento do restaurante Lareira, os convidados da boda foram presenteados com um suculento porco no espeto…
Mas…
A minha vizinha também me disse que o Ti Barroso celebrava igualmente a renovação dos votos do matrimónio e, para tal, ofereceu aos convidados não um, mas dois porcos no espeto! Extravagâncias! Manias das grandezas….! Menos que ninguém…
Muito criativos…sem dúvida.
Mas…
Disse-me ainda a minha vizinha (social democrata desde pequenina) que acabou mesmo por provar as iguarias de ambas as festas e não teve dúvida em afirmar que “o porco do esgaio era o melhor!”…
Mas…
Eu cá não digo nada. Não provei de nenhum. Mas no domingo lá estarei pela primeira vez a exercer o voto na Praia. A ver vamos quem é que vai ficar com azia depois de ingerir tanta proteína…
Eu, que era tão fiel ao meu banco… dei comigo hoje a alienar-me à concorrência.
O motivo?
Um gerente de banco loiro e o número 7 a piscar-me os olhos…
Quand nous venons au monde notre coeur est tout entier. Fermé, ce n'est que petit à petit qu'il s'ouvre et qu'il découvre ce qu'est l'amour et la douleur.
Avec les années nous nous livrons à des passions, aux espoirs, aux expectatives de rencontrer le bonheur. Mais sitôt que les déceptions arrivent... nous le fermons!
Notre erreur c'est de le fermer avec des blessures à l'intérieur qui, par manque d'air, sans la possibilité de laisser rentrer la tendresse, puisse le guérir. C'est ainsi que des gens amers restent comme ça jusqu'à la mort. Il est nécessaire laisser une fente par où les tristesses puissent s'évacuer, pour qu'elles laissent la place pour que l'amour rentre à nouveau. Mais il est aussi important de prendre le soin de ne pas laisser une trop grande fente!...
Un coeur fatigué et qui manque d'amour et de tendresse est une proie facile. Les gens qui vivent usés par une vie entière où les rêves semblent ne plus exister, peuvent confondre avec amour le besoin de ressentir à nouveau l'émotion et la passion. Ceux qui rencontrent leur âme sœur dans le moment exact qu' ils se sentent fragiles doivent faire attention pour ne pas tomber dans ce piège.
Je sais que ce n'est pas facile d'être objectif à ces instants-là. La monotonie du jour le jour peut nous faire voir les choses de dehors beaucoup plus belles qu'elles ne le sont en réalité.
Il y a ce moment où nous voulons retomber dans l'adolescence et rêver à nouveau du grand amour; nous voulons la passion, nous voulons ressentir encore le coeur battre de plus en plus fort, nous voulons le noeud à l'estomac à l'idée de rencontrer l'être aimé, le bonheur mélangé à l'anxiété de nous ne savons même pas quoi.
Dans ces heures nous laissons une trop grande fente dans notre coeur et un peu d'attention, un mot gentil ou un geste tendre peuvent rentrer et prendre la forme d'amour, qu'en réalité n'est pas l'amour: c'est du besoin! Besoin de revivre.
Je sais que ça fait mal d'entendre des choses comme ça, parce que alors tout semble perdre son sens. Seuls, nous savons ce qui va dans notre poitrine. Et pourtant... laissez le temps passer... la personne parfaite ne vous semblera plus si parfaite, le grand amour qui semblait arriver ne vous semblera plus si grand.
Quand nous sommes en train de nous noyer il est facile de s'accrocher à la première planche de secours qui nous tombe sous les mains, mais cela peut n'être qu'un moyen de nager jusqu'à la plage pour qu'on voie des nouveaux horizons.
Une vie mal résolue ne rencontre pas sa solution magique dans un amour qui vient d'arriver. Chaque chose a son temps.
Avant de laisser rentrer quelqu'un par la fente de votre coeur, mettez dehors votre malheur. Faites un ménage intérieur, mettez de l'ordre dans votre vie.
Après ça, allez de l'avant... peut-être le véritable amour vous attend de l'autre côté, mais alors vous saurez avec certitude que vous l'avez trouvé, non pas par manque d'affection, mais parce que la vie a décidé de vous donner une deuxième chance.
Letícia Thompson
Na próxima encarnação não quero ser rico nem ter um bom emprego. Já me daria por muito satisfeito se reencarnasse num representante de um qualquer partido numa mesa de voto durante as eleições. Setenta e oitos euros diários e tolerância de ponto no dia seguinte. Um dia inteiro com o rabinho acomodado numa cadeira escolar, enquanto a conta-gotas os eleitores lá vão votando nos comunistas. Haverá melhor emprego?
Vamos então a contas! Vamos pegar num mês qualquer. Por exemplo Novembro, que me parece um mês jeitoso para se fazer contas. Trinta dias tem Novembro, apesar de só vinte e um serem úteis. Ora bem. Multiplicando vinte e um por setenta e oito euros (21x78) dá qualquer coisa como mil seiscentos e trinta e oito euros (€ 1638).
Mas não ficamos por aqui! Naturalmente que estar um dia inteiro sentado a olhar para os cartazes dos alunos sobre a roda dos alimentos dará fome. Somemos então o subsídio de almoço. Baratinho. Vá, três euros e meio por dia. Tudo multiplicado dará mais setenta e três euros e meio para juntar ao bolo lá de cima. No total são mil setecentos e onze euros e cinquenta cêntimos mensais.( € 1711.5) Coisa pouca.
Nem sequer adicionei o subsídio de turno (pois ainda são capazes de dizer que estão sentados mais de quinze horas e que custa muito, coitadinhos) e de transporte, que até me parecem justos mas, na verdade, guardei o melhor para o fim: Segundo a regra estipulada e actualmente em prática, por cada dia de trabalho ter-se-á direito a um de descanso (tolerância de ponto), o que significa que em vez de vinte um dias de trabalho apenas se cumprem dez!
Fantástico! Mil setecentos e onze euros por dez dias de trabalho! Isso é que é!
E em que universidade se tira esse curso? Em nenhuma. E o que poderemos fazer para conquistar esse ”bem pago” título de membro ou representante na mesa eleitoral? Pois, vamos lá então ser directos: tachos , cunhas, conezia, mama, prebenda, sinecura, teta, veniaga. Antes que me acusem de má educação, deixo aqui o link do dicionário de referência de onde tirei as designações - http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=tacho . Está lá tudo, não fui eu quem inventou esses nomes quase marotos…
Sejamos então honestos. Eu cá não me importava nada de também ter honras de ser representante numa mesa eleitoral. Quero lá saber do partido. Serei comunista de direita, esquerdista filiado no PSD ou beija-pés do presidente da junta que nada de novo trará à freguesia. Sou honesto. A mim dava-me jeito era o dinheiro livre de impostos e o dia livre para ir à pesca.
Relembro como se processa o mecanismo da escolha do representante na mesa de voto num país até há bem pouco tempo considerado do terceiro mundo. Brasil. Os eleitores são sorteados e são informados das suas tarefas por mensagem oficial. No dia marcado lá estão eles a cumprir o seu dever. Têm direito a uma sandes de fiambre e a meia caneca de café com leite. Imaginem se eles sonham como são as coisas em Portugal…
Democracia. É essa a palavra.
Eu até acredito que a não rotatividade dos membros das mesas seja um dos factores a favor da abstenção. Não há o factor surpresa. São sempre as mesmas caras, sempre os mesmos rabinhos sentados nas cadeiras escolares.
Pois que seja inveja. Chamem-lhe o que quiserem. Chamar-lhe-ei injustiça! Contratem uma menina bonita com uma tômbola (daquelas dos antigos programas de tv) e deitem lá para dentro o nome de todos os eleitores daquela mesa. Sorteiem uns quantos e dêem-lhe o lugar. Merecedor, por certo.
Enquanto isso não acontece ou enquanto os convites não partem noutra direcção, vou ficar à espera… sentado. E o que é pior… sentado e sem receber setenta e oito euros por dia!
[Artigo a ser publicado no Jornal Mais Região.]
Je crois qu’il profita, pour son évasion, d’une migration d’oiseaux sauvages. Au matin du départ il mit sa planète bien en ordre. Il ramona soigneusement ses volcans en activité. Il possédait deux volcans en activité. Et c’était bien commode pour faire chauffer le petit déjeuner du matin. Il possédait aussi un volcan éteint. Mais, comme il disait, « On ne sait jamais ! » Il ramona donc également le volcan éteint. S’ils sont bien ramonés,les volcans brûlent doucement et régulièrement, sans éruptions. Les éruptions volcaniques sont comme des feux de cheminée. Évidemment sur notre terre nous sommes beaucoup trop petits pour ramoner n os volcans. C’est pourquoi ils nous causent des tas d’ennuis.
Nascido em Beja, em 75, António Zambujo cedo descobriu a sua paixão pela música, tendo começado a estudar clarinete com apenas 8 anos, no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.
Mas não seria a música clássica que arrebataria definitivamente o coração de Zambujo.
Os cantares alentejanos e o fado rapidamente se tornaram paixões sendo Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa e Max as suas principais referências.