Fizeram um post só para mim e eu, orgulhoso e comovido, não posso deixar de o publicar aqui.
Obrigado amiga Fátima. Mil obrigados. Muito muito obrigado.
Nasci paredes-meias com o sol
E fiz-me luz de sorriso e pés descalços.
Já nem sei se me fizeram nascido
Ou se renasci entre abraços.
Trago na alma o cheiro da terra
E crio caminhos para o mar
Como um rio que desventra a montanha
Embalado pela maresia que me faz sonhar.
E ganho asas…
Sou terra, rio, mar e céu.
Sou o que me apetecer ser
Num instante, muitos instantes, tudo tão só meu!
Sou a urgência que o tempo não reconhece.
Sou a viagem para onde não há bilhete.
Sou a voz que não sabendo cantar
Canta e sem querer faz um brilharete.
Sou o mudo que fala em cada gesto
Sou o mendigo que não o sendo ninguém vê
Sou o artista que brinda ao insucesso
Sou o poeta que ninguém lê
E sou!
Sou nascido a paredes-meias com o sol crescente.
E fiz-me!
Fiz-me de cheiros da terra em mente.
Porque a mente tem cheiros.
Tem abraços, tem sorrisos e lembranças
Rostos, gestos e desejos de reencontro
Crenças, fés, tempestades e bonanças.
Sento-me numa rocha com os pés na água salgada…
Olho para trás e vejo a terra que trago no regaço.
A terra onde nasci paredes-meias com o sol.
Mas não nasce o sol em cada lugar onde nasce um abraço?
Quedo-me sereno…
Sereno-me a mim que tanto quero viver
Abraçando-me...
Até de novo acordar e renascer…
Fátima M.
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