…mas a indecisão é uma coisa tramada!
Então não é que hoje descobri que o Externato onde estudei até ao 9ºano (Externato Nossa Senhora da Purificação, em Cabeção, Mora) já no passado oferecia serviço de transporte aos alunos?
De repente a camioneta fez-me lembrar a Princesinha do Agreste da novela Tieta…
Eita, tempo do bom!
O Rancho Folclórico Tá-Mar da Nazaré promoveu no passado domingo, dia 30, a 15ª edição do seu Festival de Folclore Infantil.
A iniciativa teve início pelas 14.30h, com o desfile dos grupos participantes pela Marginal da Nazaré, entre o Centro Cultural e a Praça Dr. Manuel de Arriaga, onde decorreu o espectáculo.
E claro, aqui ficam as fotos…
Têm sido às centenas, os emails de leitores descontentes com a ausência do Manelito aqui do estaminé, mas como o tempo não tem sido muito, o Facebook acaba por ganhar pela rapidez (e a simplicidade) com que é actualizado…
Fica, porém, a promessa de que tentarei estar mais atento às minhas ausências, mas… se for caso de não aguentarem as saudades, façam o favor de me adicionar aqui.
Anda para aqui uma vida de louco. Ora vai para aqui, ora vai para ali. Ora faz isto, ora faz aquilo…
E o tempo, esse…
Enfim…
Quem é a Alentejana mais linda no mundo? A Margarida, pois claro!
Saúde, amor e felicidade…
Gina e Nuno, parabéns, papás babados!
Hoje à tarde, enquanto percorria os corredores da Worten de Loures, chamou-me à atenção um talão perdido no chão. Dei-me ao trabalho de me baixar para o apanhar (julgando ser qualquer outra coisa)e dei de caras com isto:
“Caras meninas e caro menino, estão proíbidos de sair da caixa quando estiverem sozinhos! Se um cliente precisar de ajuda chamem a permanência. Se ouvir mais uma vez que não estavam em caixa, levam uma ocorrência que, caso não saibam, pode levar a despedimento por justa causa.”
Ainda estive para me dirigir à referida caixa (que por acaso não tinha nenhum funcionário) e fingir necessitar de informações…
…mas eu, ao contrário da triste pessoa que escreveu este talão, sou uma pessoa de bem…!
Sinceramente…
Há pelo menos 7 diferenças entre isto…
e isto
http://www.youtube.com/watch?v=e82VE8UtW8A
(O Diogo é um artista!)
Para aqueles que não têm Facebook, deixo aqui as fotos do Mega-Churrasco que se realizou na escola, no passado sábado…
Tirando um pequeno percalço com um dente de uma simpática loira, tudo correu maravilhosamente!
E o porco? Bem, o porco (que afinal era javali) estava de bradar aos céus!
Afinal acabei mesmo por ficar em Lisboa no fim-de-semana. Aqueles que até apostavam que eu não ia ficar, e que iria arranjar uma desculpa qualquer para me esquivar, deviam ter ficado caladinhos…
Ah pois é.
Cada vez me surpreendem menos…
O João costuma comprar as T-Shirts no mesmo sítio que eu: Zara Kids (luxos de adultos que vestem tamanhos de criança)...
E depois de algumas coincidências com t-shirts iguais, desta vez, foi mesmo propositada! O João ofereceu-me uma t-shirt igual à dele e disse logo: "É para usarmos no churrasco!". E assim foi...
Obrigado João!!!!!
Estou sem máquina fotográfica, o que para mim é o semi-pronúncio de uma tragédia.
Resta-me agora esperar que me a entreguem como nova, não tivesse sido eu tão descuidado, ao ponto de a ter literalmente feito explodir!
Nunca o mar foi tão ávido
quanto a minha boca. Era eu
quem o bebia. Quando o mar
no horizonte desaparecia e a areia férvida
não tinha fim sob as passadas,
e o caos se harmonizava enfim
com a ordem, eu
havia convulsamente
e tão serena bebido o mar.
Fiama Hasse Pais Brandão, in "Três Rostos - Ecos"
Estão definitivamente na moda e ao que tudo indica vieram para ficar. Não há produto alimentar que não apresente neste momento uma versão denominada gourmet. Vinhos, compotas, massas, pães, e até babatas fritas e águas, aparecem cada vez mais nas prateleiras dos supermercados, publicitadas em versões gourmet.
Mas afinal, o que é isto do gourmet?
Gourmet é o nome que se dá a uma cozinha ou produto alimentar que estejam relacionados com o termo “alta cozinha” (haute cuisine, em francês) evocando um ideal cultural, associado, normalmente, à arte culinária. Por conseguinte, um queijo ou um vinho diz-se gourmet quando este é de alta qualidade e está reservado a paladares mais avançados e a experiências gastronómicas mais elaboradas.
Obviamente que todos terão o direito ao consumo deste tipo de produtos, mas, por mais que queiram fazer-nos crer do contrário, este tipo de produtos não está ao alcance de qualquer um.
O que acontece nos dias de hoje nos nossos supermercados não é a democratização dos produtos gourmet, mas sim a banalização fraudulenta do termo. Como os produtos catalogados de gourmet são naturalmente mais caros do que os seus equivalentes não gourmet (devido à excelência dos seus ingredientes e dos seus processos de fabrico), os fabricantes resolveram mudar as regras e dispararam a produzir produtos a que eles chamaram e gourmet, quando, na verdade, não passam de produtos praticamente idênticos àqueles que já comercializavam. Inventam umas embalagens mais bonitas, de bom gosto, requintadas e vendem o produto ao preço da embalagem.Quanto muito há uma ligeira alteração da quantidade ou tipo de ingredientes utilizados.
Em tempos, surgiu no nosso comércio uma situação muito semelhante, quando os produtores começaram a lançar os produtos light sem qualquer tipo de controlo, fazendo o consumidor acreditar de que estaria a consumir produtos mais pobres em gordura e açúcares, o que na maior parte dos casos não correspondia à verdade. Hoje essas situações são fiscalizadas e não há margem para enganos. Resta-nos esperar até que o mesmo venha a acontecer com os produtos gourmet.
A variável qualidade inerente ao produto gourmet não se limita ao seu paladar, sabor ou aroma. Distingue-se, para além da embalagem, pela sua forma de produção, pela sua idade, pela sua especialidade, ou pelo tipo de matéria-primas usadas na sua confecção.
Não julgue estar a consumir batatas-fritas, enchidos, bolachas ou compotas gourmet apenas porque isso vem indicado na embalagem. Normalmente é aí mesmo que estão as respostas: Na embalagem! Repare nos ingredientes, pegue num outro produto semelhante não-gourmet e compare.
A única diferença é o preço…
Aldino Fortuna não gosta de se lembrar daquela sexta-feira. De olhos lavados em lágrimas, despiu o avental engordurado com molho de manteiga e prendeu na porta da sua churrasqueira um letreiro onde se podia ler: “Encerrado. Motivo: Falência”. Terminava assim um intenso reinado de mais de vinte anos de trabalho, coroados de frangos bem passados, entremeada estaladiça, entrecosto grelhado e de clientes a reclamar de que mais uma vez haviam posto molho picante no frango, quando apenas tinham pedido molho de limão…
A sua esposa, Alzira, estava igualmente inconsolável. Ouviam-se os seus gritos do lado de fora do estabelecimento e quem se atrevesse a espreitar pela montra, conseguiria ver a senhora agarrada à grelha e a um saco de carvão. “Ai, que isto não me está a acontecer! Ai, o que vai ser de nós, Aldino? Como é que agora vou pagar as prestações da Bimby?”
O homem encolhia os ombros e olhava fixamente para a mulher.
Há uns meses atrás, sem que ninguém soubesse, e já suspeitando da possibilidade deste final trágico, Aldino pôs em marcha um Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) na churrasqueira. Passou a roubar no peso dos frangos, optou por trinca de arroz em vez do carolino, aumentou o preço das batatas fritas e proibiu a sua Alzira de se apoderar do cartão de crédito aos sábados à tarde. De nada lhe serviu. A D. Alzira, sem que o marido soubesse, começou a esconder dinheiro da caixa da churrasqueira no soutien e como era uma consumista compulsiva não tardou muito até que as dívidas fossem maiores do que os ganhos. E nesse caso, é falência que se decreta.
A única diferença entre o estado Português e a churrasqueira do Sr. Aldino é o facto de, no caso de Portugal, não se poder fechar a porta e pregar um letreiro na fronteira com a palavra “Falido”. Nem tão pouco enfiar os portugueses em caixas (como os frangos) e exportá-los para o Kirziguistão. A semelhança entre as histórias é óbvia: no nosso caso, a D.Alzira chama-se Sócrates e em vez das prestações da bimby, temos as prestações do TGV, do aeroporto, dos administradores da PT e dos boys dos jobs.
Entender a razão para uma crise económica é simples e é um silogismo de uma única premissa: Ganhámos mil mas gastámos seis vezes mil. Simples assim. E depois, claro, vamos pedir emprestado. Enquanto a D.Alzira recorre à Cofidis, ao CityBank e àquela empresa azul onde a Júlia pinheiro aparece vestida de ninja com uma espada, Portugal recorre aos países simpáticos que emprestam de boa vontade, pois já contam com juros volumosos na hora da cobrança. São uns queridos, todos eles…
Tenho muita pena do pobre do Sr. Aldino (se bem que agora o Benfica foi campeão, e ele, lampião desde pequenino, até se esqueceu de repente que está desempregado, sem dinheiro e com dívidas). Tenho muita pena de mim, que agora não tenho onde ir comprar a entremeada e fiquei a saber que andei durante semanas a comer trinca de arroz, e tenho muita pena de não saber como é que isto vai acabar, se bem que não preciso ser o Cristiano Ronaldo para se ter um feeling…
Mario Cesariny escreveu um dia:
faz-me o favor...
Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -- muito melhor!--
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.