Tempo.
Acabo sempre por me deparar com esta dúvida eterna: Depois de um aniversário passado, não sei se ganhei mais, ou se perdi.
Não sei se ganhei mais um ano bem passado, com saúde, trabalho, prazeres, junto daqueles de quem gosto, ou se, por outro lado, acabei de perder mais um ano para viver tudo aquilo que ainda quero viver.
Parece-me tão pouco.
É esta minha racionalidade, que contrasta com os meus rasgos criativos, que condicionam a alegria que deveria sentir ao comemorar mais um aniversário. Por mais que me sinta feliz, por mais que me sinta acarinhado, orgulhoso por ser quem sou e ter junto a mim aqueles de quem gosto, acabo sempre por enunciar um ‘se’, ‘e se’ , e se eu não conseguir fazer tudo aquilo que ainda quero fazer ?…
Aqui, é o ‘Tempo’ quem mais ordena, ou o destino, se acreditarmos nele.
De todas as palavras, será a palavra ‘Tempo’ a que mais me assusta, com certeza pelo seu carácter restritivo, limitativo… pois não há coisa pior para uma pessoa criativa do que limites e restrições…
Manel Calado
17 novembro 2011
0 Comentário(s):
Enviar um comentário